DR. RELACIONAMENTO

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'Existem sensações na vida que são mais difíceis de relatar do que outras. Por exemplo: quando você beija alguém que ama. Por mais detalhista que seja a descrição, o outro nunca poderá experimentar a mesma coisa que você. Ou quando nasce seu filho. As dores, o choro e a emoção desse momento serão sempre inexplicáveis. Estou contando isso para tentar falar sobre o que passei naquela tarde chuvosa de sexta-feira. Por mais que eu explique você nunca conseguirá sentir o que realmente eu senti.
Enquanto muitos se preparavam para um final de semana maravilhoso ao lado de seus pares, eu permanecia em silêncio sentada numa cadeira. À minha frente, um homem de óculos quadrados me olhava com a maior piedade deste mundo. Na verdade, não conseguia distinguir mais o rosto dele. Eu só tremia. "Eu não entendi...", repetia, nervosa, segurando minha bolsa com a mesma força que tinha usado no parto de meu filho único, Rodrigo. "Juliana, você sofre de uma doença incurável. Fizemos todos os exames e...você tem uma sobrevida menor do que imaginávamos...", repetia, sussurrando como se não quisesse que eu escutasse.

Minhas pernas se mexiam no mesmo ritmo frenético do meu coração. Apertei mais a alça da bolsa. "Há quanto tempo tenho errr... isso?", perguntei, sentindo as lágrimas caírem de meus olhos em quantidade cada vez maior. Havia dois meses que tinha entrado naquela clínica pela primeira vez. Decidi fazer alguns exames porque estava me sentindo mal nos últimas mos tempos. A princípio, seriam apenas exames de rotina, desses que precisamos repetir sempre. No entanto, tive de refazer vários deles, porque havia a suspeita de que uma doença muito séria se alastrava dentro de mim.
"Você terá toda a assessoria do hospital e uma psicóloga para acompanhar seu tratamento. Ele, aliás, será reforçado. Isso poderá aumentar essa expectativa para um mês ou mais...", consolou-me o doutor, já acostumado a dar aquela notícia a outras pessoas. Fixei meus olhos em um porta-retratos na mesinha dele. "É sua família?", perguntei, enxugando as lágrimas. "Sim, minha mulher e minha filha", falou, com medo de que sua resposta me deixasse ainda pior.

Tentei esboçar um sorriso. "Também tenho uma foto assim. Meu marido, Fábio, eu e meu filho fomos para a praia no ano passado e ele tirou alguns retratos", contei como que sedada. Olhei o relógio. Já estava sentada ali havia uma hora. Fui embora. Mal consegui dirigir no trajeto de volta para minha casa. "Mãe, o pai me prometeu uma bola de futebol profissional", falou Rodrigo logo que me viu abrir a porta.
Forcei um sorriso e fui para o quarto. Atirei-me sobre a cama e desabei num choro doído. O maior de toda a minha vida. Com as mãos tensas, agarrava-me ao edredom na vã tentativa de não despencar de minhas esperanças e do pouco tempo que me sobrava para viver. "Por que eu, meu Deus", gritava, num misto de fúria, rancor e tristeza profunda. Ao levantar a cabeça, vi Fábio e Rodrigo parados na porta. Eles sabiam que eu havia ido à clínica pegar os exames. "O que foi, meu amor?", perguntou meu companheiro de tantos anos.

Em questão de segundos, olhei para os envelopes com meus resultados sobre a cadeira e notei que estavam discretamente fora do campo de visão dos dois. "Na clínica deu tudo certo. Mas no trabalho... Fui despedida!", disse sem pestanejar. Ter contado a maior mentira de minha vida naquele momento pouparia os dois seres que mais amava na face da Terra de morrerem aos pouquinhos, como acontecia comigo. Foi assim que começaram os meus dias finais.


Fábio me consolou dizendo que eu conseguiria um novo trabalho. Dei um sorriso amarelo. "Ouvi falar que lá na firma abrirão uma vaga para secretária do financeiro daqui a dois meses", lembrou antes de dormir. Fiquei olhando para seu rosto durante toda a noite. "Não estarei aqui daqui a dois meses", pensava, chorando baixinho. Na manhã seguinte, esperei que Fábio levasse Rodrigo à escola para voltar ao meu mundo triste. Sentada no vaso do banheiro, chorava, chorava e chorava.

"Por que comigo, meu Deus?", gritava, batendo as mãos contra o próprio corpo, como se tentasse me punir por ter aquela doença. O armarinho de remédios estava logo ali à minha frente. Dentro dele,muitos medicamentos com tarja preta que Fábio tomara na época em que teve problemas com a ex-mulher. Abri todas as embalagens e joguei os comprimidos sobre a pia. "Rodrigo, meu filho, mamãe te amará para sempre", repetia baixinho enquanto colocava algumas bolinhas na boca. "Um dia você vai entender."
Dentro de mim, a vontade de antecipar minha morte. Dentro de minha boca, cinco comprimidos que poderiam me ajudar a atingir esse objetivo rapidamente. Senti na língua o gosto amargo. Da depressão e da droga. No reflexo do espelho, vi uma luz. Era o Sol, que estava radiante naquela manhã de quinta-feira. Forte e solene, encheu todo o ambiente com seus raios. Cuspi os comprimidos na pia. Abri a porta da cozinha e saí para o quintal.Vi o astro-rei iluminar meu pequeno jardim. Pardaizinhos brincavam numa poça de água formada pela chuva da noite anterior.

Minha cadela brincava com um ossinho. Era um mundo onde cada segundo era aproveitado de uma maneira prazerosa. Sentei-me no chão e olhei para o relógio. Meu tempo estava correndo. Se era para continuar vivendo, que fizesse como todos aqueles bichinhos... Que passasse o último estágio me sentindo... bem! A primeira coisa que fiz naquela manhã foi ir até a escolinha do Rodrigo. A professora se surpreendeu com a visita daquela mãe tão ausente nos últimos anos. Minutos depois, carregava uma criança sorridente rumo ao shopping center.
Passamos a tarde inteira lá. Rodrigo mal acreditava no que estava acontecendo. "Mãe, a senhora me trará sempre aqui?", perguntou com a boca suja de algodão doce azul. Eu sorri, mas não tive coragem de responder. Quando Fábio chegou em casa, encontrou o jantar servido numa linda mesa. Duas velas acesas a enfeitavam. "É nosso aniversário de casamento?", perguntou rindo. Aproveitamos que Rodrigo dormiu e ficamos namorando na sala, como não fazíamos havia tempos. "Se perder o emprego te deixou tão romântica, acho que vou sustentá- la daqui por diante", brincou.
Olhei fundo nos olhos do homem com quem me casara fazia cinco anos. "Tenho algo muito importante para dizer." Ele notou o tom sério e segurou minhas mãos. "Fala, Juliana, pode falar", sussurrou. Engoli em seco. "Saiba que te amo muito", declarei, aos prantos.

No café da manhã, Fábio deu um sorriso de satisfação após receber um telefonema. "Amanhã terei aquela reunião no banco sobre o financiamento. Acho que em dois meses podemos assinar os papéis e procurar o sobradinho dos nossos sonhos", murmurou. Fiquei olhando seus olhos escuros sem piscar por alguns instantes. "Que bom!", respondi, pensando na casa que jamais conheceria.
Levantei e fui lavar a louça.Tinha marcado consulta com a psicóloga, mas não via razão alguma para ir. De que me adiantaria receber conselhos àquela altura do campeonato? Isso me faria viver mais? Sentia que já não raciocinava como antes. Estaria enlouquecendo? Naqueles dias, passava a maior parte do tempo com uma tremenda taquicardia, além de muitos enjôos. Era meu corpo avisando que meu fim se aproximava. "Eu não posso parar agora!", disse a mim mesma, antes de sair para a rua.

Parei na loja mais chique do bairro e comprei o vestido que há tempos namorava. Lindo, vermelho, de seda, caiu em meu corpo como uma luva. "Você vai arrasar na festa!", disse a vendedora, satisfeita com a comissão que levaria graças ao meu impulso de consumo. Saí da loja trajando a nova roupa. "O que vou fazer agora?", me perguntei, olhando ao redor.
Finalmente, entrei num cinema. Fazia tempo que não via um filme. Era uma comédia. Naquele horário, só havia crianças e velhinhos. A única adulta era eu. Quer dizer, eu e um moço muito bonito. Ele ficou me olhando, comendo-me com os olhos. Em anos e anos de casada nunca havia traído meu marido. Muitas vezes havia pensado em outros homens enquanto estávamos na cama e tenho certeza de que Fábio havia feito o mesmo. Mas traição? Nunca! O moço se aproximou e sentou na mesma fileira que eu. Continuei em silêncio e comecei a suar em bicas.

"Boa tarde", falou baixinho, numa distância respeitosa. Respondi e me virei. Ele podia ser algum tarado e me fazer mal. Se tentasse algo à força, enfiaria a mão nele. "Adoro filmes com esse cara", falou, apontando para a tela. Pela primeira vez, o observei. A luz estava fraca, mas podia distinguir seu rosto. Era loiro, olhos claros, magro e com um cabelo repicado. "Seu vestido é mais bonito do que o da atriz!", insistiu, notando que eu sorria. Então, veio a imagem de Fábio em minha cabeça. Nossas juras de amor, nosso noivado, o casamento, o nascimento de Rodrigo...Veio tudo!

Dois sentimentos explodiam dentro de mim quando entrei num pequeno hotel com aquele desconhecido. Um era o de arrependimento por trair alguém que amava. O outro era o de fazer algo que nunca faria de novo. Mesmo confusa, me entreguei a Paulo Henrique - esse era o nome dele - com toda a volúpia. E enquanto ele me beijava e me tocava das maneiras mais safadas, mergulhei num ritual íntimo de mudança. Não era mais a comportada dona-de-casa à espera do marido e do filho. A cada dia me transformava numa outra pessoa. Alguém que já não se importava com nada, a não ser com ela mesma.

Não conseguia mais olhar meu marido da mesma maneira. Era como se, aos poucos, ele fosse ficando transparente. O amor que eu alimentara durante tantos anos dava lugar ao esquecimento. "Ligaram do seu trabalho. Parece que tem um documento para pegar lá...", falou enquanto jantávamos. Senti medo de que a secretária do escritório tivesse revelado que, na verdade, eu pedira demissão.
Pelo silêncio distraído de Fábio, tive certeza de que ele não havia descoberto a verdade. Fui tomar banho. De repente, fiquei tonta. Por muito pouco não desmaiei. Meu corpo avisava que somente aguentaria por mais algumas semanas. Olhava toda aquela medicação prescrita pelo médico sobre a pia com desdém. "De que adianta isso?", murmurava, enquanto tentava me manter lúcida. Abaixei a cabeça e vomitei. "Ju, abra a porta", gritou meu marido, percebendo que algo estava acontecendo.





Minutos depois, eu abri, de cara lavada e me sentindo melhor. "Amor, o que houve?", perguntou, preocupado. Sorri. "Reação a um remédio para regime que estou tomando...", menti. "Eu? Dieta?!", repetia para mim mesma no café da manhã seguinte. Fritei quatro ovos e muito bacon. Comi como nunca. Passara boa parte dos meus 28 anos querendo perder peso, tentando evitar pneuzinhos e celulite. "Mas e agora? Para que um corpo em forma se ele não servia para mais nada?", questionei, chorando e praguejando meu cruel destino.

Fui a uma doceria e comi todas as delícias que sempre desejara. Uns oito doces. Lógico, passei mal. Mas o sabor apaziguou um pouco o amargo da decadência, do meu fim. "Quer que eu vá buscá-la na despedida de solteira de sua colega?", perguntou meu marido, envolvido em mais uma mentira minha. Mais tarde, naquele sábado, estava entrando numa animada boate. Rapazes e moças circulavam com roupas coloridas e olhares furtivos. Todos procurando algo... ou alguém.
No terceiro copo de vodka, tomei coragem e me aproximei dela. Brena era seu nome: uma morena esguia, cabelos compridos e lábios finos. Por sorte, foi com a minha cara e engatamos uma conversa. Pelo calor da bebida e por toda a loucura que se passava na minha cabeça, dei-lhe um beijo. Nunca havia provado uma relação lésbica. Porém, por alguma razão, não achava justo morrer sem arriscar.
Beijei-a com desejo. Mas não o desejo do sexo e da novidade e, sim, a ânsia de que ela, de alguma maneira, me libertasse de meu destino cruel. Queria que aquele longo beijo repleto de língua e saliva fosse uma ponte para que eu saísse de um pesadelo. "Você é linda, Amanda!", repetia a garota, sem saber que aquele nome era falso. Não fizemos amor, porque eu não consegui, mas as carícias saciaram minha curiosidade.

Durante a madrugada, quando aninhei-me em Fábio na cama, sussurrei em seu ouvido: "Será que você vai me esquecer rápido?" Não dormi. Apenas chorei e me recolhi na contagem regressiva de meus dias. Restavam-me, agora, duas breves semanas.

Durante os quatro anos em que eu morava naquela casa, uma vizinha me causava tristeza. Dona Henriqueta, era o nome dela. Ela gritava com o filho todo o tempo e eu temia que a pobre criança tivesse algum tipo de sequela por causa da mãe histérica. Nunca havia feito nada, confesso, por puro comodismo. Mas agora tinha razões suficientes para tomar uma atitude.
Era uma quarta-feira à tarde, quando ouvi o pequeno chorando, enquanto ela praguejava em alto e bom som. Corri ao quarto de Fábio e peguei sua filmadora. Pela janelinha do banheiro, registrei a louca ameaçando a criança, num ato de covardia explícita. O pequeno chorava copiosamente enquanto ela exibia uma cinta. Hesitei, por um instante, em largar o equipamento, ir até lá. Passados 15 minutos, a vi sair sozinha da casa, deixando a criança em cárcere privado. Pensei no filho que iria perder, no quanto o amava e comecei a chorar.

Logo que toquei a campainha, o assustado garotinho veio até ao portão. Seu rostinho inchado denunciava o abuso. Um vergalhão em seu braço também. "Tudo vai dar certo", disse, acariciando seus cabelos entre as grades. Na mesma semana, um promotor recebeu aquela fita com o endereço. Apesar da carta ser anônima, decidiu investigar e a guarda do menino foi transferida para uma tia - muito carinhosa soube eu, mais tarde. Contei a Fábio toda a história. "Você agiu como um anjo da guarda; por que não fizemos isso antes?", ele dizia, em tom de culpa.
"Porque eu achava que teria mais tempo na vida para tomar essa atitude", pensava, olhando-o com tristeza. De repente, o mal-estar. Disfarçando, fui para o quarto. Concentrada em não desmaiar, passei para o banheiro e alcancei o armário de remédios. Após uma dose cavalar, veio o alívio. Ainda enjoada, abracei as fotos do meu marido e de Rodrigo e repetia baixinho seus nomes. "Eu não quero deixar vocês!" Mais tarde, servia o jantar para os dois. "Juliana, estou achando você estranha... você está bem, meu amor?" Suspirei. "Eu estou para entrar naqueles dias...", sussurrei.

Meus homens se entreolharam num olhar cúmplice que, provavelmente, queria dizer "não mexa com a mamãe que os hormônios dela estão a mil!" Fábio me procurou na cama naquela madrugada. Fechei os olhos e o senti dentro de mim. Ele sempre me fazia feliz na cama. No meio da transa, parei. "Posso te pedir uma coisa?", perguntei. "O quê?", respondeu, com o coração acelerado. "Quero que você nos fotografe assim como estamos, agora!" Ele sorriu, incrédulo, e não pensou duas vezes. Pegou a câmera e me clicou nua, tocando o meu corpo e o dele.
Aquela máquina registrou o momento exato do nosso orgasmo. Num frenesi absoluto, Fábio retratou nosso êxtase, nosso sexo e nossa união. Refeitos de tudo, mostrou-me no visor da máquina todos os registros que havia feito. Prometeu guardar para sempre. Assim, nos inspiraríamos nas próximas vezes em que fôssemos pra cama. Mal sabia ele que aquela havia sido a última... 

Olhava o calendário na parede. Naquela manhã, não estava com vontade de sair da cama. Tinha a sensação de que seria melhor ficar deitada esperando, esperando, até que um anjo soasse suas trombetas avisando da minha partida. "Como será que morrerei?", pensava. "Vou sofrer muito ou simplesmente acontecerá durante meu sono?", cogitava baixinho, enquanto contava os dias que ainda me restavam. Àquela altura do campeonato, não sentia mais vontade de chorar.
Ainda na cama, lancei meu olhar para o teto do quarto, pintado de gelo há poucos meses. Fiquei assim até adormecer. Fraca, não conseguia sequer me levantar e realizar alguns últimos desejos. Simplesmente, queria partir de uma vez. Olhei para o relógio: 15h. Com dor no corpo e tontura, levantei e fui à janela da sala. O brilho do sol ofuscou minha vista. Do outro lado da calçada, o mesmo mendigo de sempre. Era um senhor de uns 65 anos, sujo, com roupas rasgadas e cabelos desgrenhados. Ele "morava" na garagem daquela loja abandonada há tempos. Fui até ele.

O pobre homem não acreditou quando viu aquela mulher pálida e enfraquecida colocar uma enorme cesta de vime à sua frente. Nela, vinhos, queijos, conservas e enlatados importados, ganhos de um cliente de meu marido no Natal. Voltei para casa e, da janela, espiei o mendigo saciar-se com a bebida e a comida. Era seu primeiro banquete em vida, talvez. Agora, faltavam dois dias. Se meus cálculos estavam certos, seria meu penúltimo dia de vida. Por incrível que pareça, minha letargia era mais forte que o medo de morrer. Sempre imaginei que fosse partir dessa para melhor de uma maneira diferente...
De que aconteceria quando tivesse 90 anos ou num acidente inesperado. Jamais havia cogitado a morte assim, de maneira tão fria, como se eu fosse um pedaço de carne com a data de vencimento às vésperas de expirar. Já caía a tardezinha, quando fui tomar banho. Fiquei meia hora sob a ducha, tentando relaxar. Meu coração batia forte. Nem parecia que pararia de vez no dia seguinte. Preparei o jantar com todo o requinte possível.
Fábio ficou pasmo diante da mesa decorada e do assado de lagarto que exalava um delícioso aroma pela casa. Pelos olhares que trocamos à mesa, eu, ele e nosso pequeno, parecia que eles sabiam o que estava acontecendo. Não fizeram perguntas nem me questionaram sobre a razão daqueles pratos. "Mamãe, a gente vai no shopping de novo?", perguntou Rodrigo, lambuzado de molho. Sorri e dei um beijo em sua bochecha. Quando senti uma lágrima brotar de meus olhos, dei um grito: "E se a gente fosse fazer a digestão na praia...agora?", disse, eufórica.

Há tempos, Fábio havia sugerido que fizéssemos uma viagem relâmpago ao litoral apenas para ver o sol nascer. Era sexta-feira e ele cedeu à alegria de Rodrigo e ao meu desejo surpreendente. Uma hora depois, eu e as pessoas que mais amava sentávamos na areia fofa. Eles queriam curtir o inusitado momento e eu... apenas ver meu último nascer do sol.

Naquela manhã, não tive coragem de ligar para o médico para confirmar se aquele seria meu último dia de vida. Durante o café da manhã, olhava, silenciosamente, para meus dois homens. De repente, via tudo em câmara lenta. Hábitos comuns, como passar manteiga num pão para Rodrigo, se transformaram em algo mágico: era a última vez que faria aqui-lo.

Mal conseguia discernir o que falavam. Fui tomada por uma surdez temporária e só os via movendo os lábios. Cerrei meus olhos por um segundo. Vi meu corpo num caixão. Estava coberto de flores. Pessoas choravam a meu redor. Entre elas, meu marido e meu filho. Senti Fábio tocar minhas mãos frias e o esforço que fazia para me acordar de meu sono eterno.
Abri os olhos. "Amor, você está meio desanimada hoje. O que foi?", dizia, segurando, de fato, minhas mãos. "É sono!", respondi, ensaiando um sorriso. Rodrigo veio até mim com os bracinhos estendidos: era hora do nosso abraço de despedida matinal. "Tchau, mãe!", falou, como de costume. Encostei minhas narinas em seu pescoço e senti o cheiro de seu sabonete infantil. Quando ele ia sair, continuei apertando-o contra meu corpo.

"Filho, mamãe te ama muito, viu?", murmurei, segurando as lágrimas. Ele se desvencilhou de mim, sem entender nada. Notei que Fábio me olhava também de uma maneira estranha. Foi assim que me despedi deles. Debaixo daquela garoa fina, meu elo com a vida partia. Fiquei olhando-os até que entrassem no carro.Voltei para o quarto e me deitei. Era só esperar. Por um momento, quis ligar a meus poucos amigos e amigas e avisar da minha morte. Mas, seria esquisito.
Vesti uma roupa branca. Era uma maneira de os anjos perceberem que havia sido uma boa alma. Não tinha entrado muito em igrejas, mas acreditava em Deus. Ele viria me buscar no decorrer daquelas horas. Limpei a casa e deixei tudo arrumado. Peguei papel e lápis e escrevi um bilhete. Foram três rascunhos até que chegasse à ver-são final: "Fábio e Rodrigo, amo vocês". Caminhei de volta ao quarto e me deitei. De barriga para cima, sentia minhas lágrimas escorrendo. Fechei os olhos, respirei e pedi a Deus que acabasse logo com aquilo.

Fiquei a tarde inteira nesse estado, até que reconheci o barulho do carro de Fábio. Era noite, e eles estavam voltando. Eu me sentia estranhamente bem.Fui à cozinha, peguei o bilhete, rasguei e joguei no lixo. Ao abrir a porta, dei um sorriso emocionado e os abracei. "Bem-vindos de volta ao lar, meus amores." Eles sorriram. Acordei no dia seguinte e prossegui minha vida.
E foi assim por dias, semanas e meses. A morte simplesmente não veio. Aos poucos, já não me importava mais com um fim que viria com ou sem aviso prévio. Estava vivendo minha existência com a intensidade e prazer que todo mundo deveria sentir. E isso era muito mais importante que apenas esperar por uma manhã em que não acordaria mais para servir o café da manhã para meus dois homens.'

||THE END||


Relacionamento - Pais & Filhos: Dicas de como estabelecer limites em alguns comportamentos das crianças pequenas


Quando a criança começa a andar e a explorar o ambiente, fica evidente a necessidade de estabelecer limites. Ela precisa do adulto para ensinar-lhe o que pode e o que não pode ser feito. Mas impor limites é tão difícil quanto aceitá-los. Implica resolver: "O que meu filho é capaz de decidir sozinho e o que deve ficar a meu critério?" O que fazer se ele não obedece? Reforçar o aviso, ameaçar, berrar, bater? E se ele - ou você - perder o controle?
Algumas normas podem ser adequadas para determinada idade, mas não para outra. Assim, quanto mais soubermos sobre o desenvolvimento infantil, mais fácil será exercer o papel de autoridade. Sobre a criança de 1 a 3 anos, por exemplo: como ela vê o mundo? O que se deve esperar dela em relação à disciplina?

Nessa fase, o pequeno vive um processo de transformação para tornar-se independente. Tem vontade própria, não aceita mais o controle total sobre sua vida, quer fazer tudo sozinho e do próprio jeito. Em outros momentos, pede colo e não gosta de perder você de vista. Se tratá-lo como um bebê, estará freando o seu desenvolvimento, já que a criança aprende com a experiência. Por outro lado, é necessário dizer "não" diante de situações perigosas - ir para a rua, brincar com a tomada, tocar no forno quente - e para atitudes que possam ferir o outro - bater nas pessoas, jogar coisas no irmão menor, puxar o rabo do gato. O desenvolvimento intelectual nessa fase é diferente do de uma criança mais velha. Sua memória ainda não está totalmente desenvolvida e por isso as regras precisam ser repetidas várias vezes.

Desafios e frustrações
A criança não entende a relação de causa e efeito. É capaz de subir numa escada e só depois perceber que não sabe descer. Também não quer esperar nem um minuto: quer chupar o sorvete logo e reclama da demora para tirar o papel.
Os desafios do cotidiano são frustrantes. Muitas vezes, ela quer fazer coisas que ainda não consegue, e isso pode causar acessos de raiva, comuns nessa idade. Se seu filho lhe bate, não adianta revidar para "ele sentir como é". Ainda não há conexão entre os sentimentos dele e os seus. Ele chega a agredir porque não tem vocabulário suficiente para se expressar. Será melhor tentar descobrir as causas da reação e ajudá-lo a usar palavras ao se manifestar: "Bater, não! Sei que você está com raiva da mamãe porque não deixo você pular dessa altura. Mas você pode pular aqui, nesta almofada".
A linguagem da criança às vezes mascara sua compreensão da realidade. Ela usa palavras sem saber o seu real significado e não entende o ar de reprovação quando você diz: "Mas você prometeu para a mamãe que..." Assim, não convém aplicar uma disciplina rígida. Essa radicalização vai gerar muita batalha e desamor. Você não pode exigir que uma criança de 2, ou 3 anos tenha um comportamento que possa ser comparada com um adulto(os adultos mesmo, por várias vezes têm comportamentos de crianças - infantis) - lembre-se: ela é apenas uma criança! O seu desafio é usar criatividade para que a criança passe a querer a mesma coisa que você.

 

Saiba quais são as cinco mentiras sobre o casamento e conheça algumas estratégias que ajudarão a evitar o fim da relação

Existem muitas mentiras sobre o casamento que precisam ser desmascaradas e combatidas. Só assim você conseguirá preservar um relacionamento saudável. O casamento feliz é uma conquista diária, que exige tanto esforço quanto uma carreira profissional de sucesso. Reconhecer essa fragilidade e construir um projeto para preservá-lo é vital para não ver a sua união acabar em divórcio, uma experiência difícil e dolorosa.

Confira algumas mentiras e verdades:

1. Mentira - você só precisa de amor e tudo vai dar certo
Verdade - Só o amor não é suficiente para o sucesso do casamento

Muitas pessoas insistem em acreditar que o casamento motivado pelo amor romântico tem o extraordinário poder de afastar os graves problemas da vida. Não se engane: essa história de que encontramos a alma gêmea, a pessoa que nos amará incondicionalmente até o final dos tempos, não importa o que fizermos, é pura ilusão. Seu parceiro na aventura do casamento não é perfeito nem adivinho, e será preciso dizer a ele o que faz você se sentir amada e até onde vai a sua tolerância. O primeiro passo é ter uma conversa franca consigo mesma. Por exemplo, se tem mania de ordem ou não suporta que ele chegue atrasado, assuma esses desejos e discuta-os abertamente. Assim você dará ao outro a oportunidade de aceitar esses limites ou perceberá com clareza o quanto terá que lutar para tentar mudá-los. Em geral, as pessoas evitam os assuntos capazes de produzir atritos no relacionamento - dinheiro, sexo, educação dos filhos - sem se dar conta de que são exatamente os que mais causam separações. Também tendem a ignorar o que lhes parece sem importância: a pasta de dentes destampada, a roupa suja no chão do banheiro, o jornal embaralhado. Se evitar esses probleminhas, eles não vão desaparecer; pelo contrário, vão minar lentamente a relação.


2. Mentira - Eu falo o tempo todo e ele não me ouve
Verdade - Uma boa comunicação requer muito mais do que uma conversa franca

Vivemos numa sociedade que nos estimula a ser francas sobre nossos sentimentos, mas não nos ensina a falar deles sem agressividade. Se chegamos em casa irritadas, é fácil descontar no parceiro e nos filhos e, assim, azedar a noite. Num mundo perfeito, deveríamos ser capazes de dizer: "Olha, tive um dia ruim e preciso de meia hora para relaxar. Daqui a pouco volto para conversarmos melhor". Em tese, qualquer adulto é capaz de se acalmar por pior que tenha sido o dia. Acontece que, se alguém reage mal a nós, temos uma incrível capacidade de pagar na mesma moeda, produzindo uma espiral de decepção e ressentimento. Quando o amor se transforma em decepção, é natural que haja um distanciamento emocional, e a separação pode ser só uma questão de tempo. Daí a importância de dominar a comunicação, evitando raiva, desprezo e sarcasmo. Procure sempre falar primeiro do que magoa você, não da sua irritação. Peça, de boa-fé, expressando com clareza e gentileza os seus desejos, em vez de fazer exigências. Exponha seus sentimentos sem dar à conversa um tom de crítica; isso aproxima os casais e favorece a intimidade duradoura.


3. Mentira - As pessoas não mudam
Verdade - A mudança é sempre possível, e pequenas mudanças produzem grandes resultados

Cedo ou tarde, na terapia da maior parte dos casais, alguém sempre pergunta se as pessoas podem, de fato, mudar. Isso é possível, sim. A questão é o que pode mudar e os fatores que impedem a mudança. O maior obstáculo é a crença de que não é você que precisa de ajustes – o problema é com o outro. Para evitar essa armadilha, tenha em mente que a mudança é uma luta em direção à maturidade e que é nossa obrigação crescer dentro do relacionamento conjugal. Ou seja, melhorar. E quanto é preciso mudar para tirar o casamento do impasse da estagnação? Em geral, muito pouco. O segredo é estimular no cônjuge a menor mudança possível que seja capaz de satisfazer você e, ao mesmo tempo, convencer seu parceiro de que não será tão ruim assim. Essa atitude recebe o nome de solução dos 10%. Jacobs se recorda de ter atendido uma mulher que não trabalhava fora e se queixava de que o marido nunca ligava durante o dia para saber dela. Com isso, não se sentia amada. Ele sugeriu a esse marido que, por mais ocupado que estivesse, ligasse uma vez por semana; a mulher, por seu lado, se comprometeria a ter conversas breves. Era uma mexida tão pequena na rotina que parecia ridículo dizer "não": acataram a sugestão. Hoje, ele liga várias vezes por semana, a mulher se sente lembrada e a relação melhorou. Coloque na mesa de negociações as mudanças capazes de ajudar você e seu casamento. Faça pequenos pedidos, com calma e sem acusações. Explique as razões. Pode ser a chance de que seu casamento precisa para prosseguir saudável.

4. Mentira - Quando você se casa, constitui a própria família
Verdade - Você leva sua família de origem para o casamento, por mais que se esforce por mantê-la afastada

Quem quer preservar uma relação amorosa por muitos anos precisa ter consciência da influência das tradições familiares sobre sua vida. Muitos casais acabam repetindo situações indesejáveis, seja perpetuando o padrão, seja criando um modelo novo, porém igualmente nocivo. Uma criança que cresce vendo os pais brigarem pode, por exemplo, imitá-los na vida adulta. Ou evitar conflitos a todo custo, o que é igualmente ruim. É importante saber reconhecer os padrões negativos que herdamos da nossa família e fazer escolhas conscientes sem deixar de afirmar o nosso amor. Busque manter um bom relacionamento com seus pais e nunca corte os laços totalmente, ainda que a influência da família seja muito complicada. Os laços de sangue são para sempre.

5. Mentira - O casamento igualitário é mais fácil que o casamento tradicional
Verdade - O casamento igualitário permite negociar as diferenças com mais justiça, mas quase sempre com grande dificuldade

Um novo modelo de casamento está em alta. Nele, marido e mulher querem ter voz igual na parceria. Dividem as responsabilidades e tomam decisões conjuntas sobre despesas e planos futuros. Quando têm filhos, em geral se comprometem a dividir igualmente as obrigações. Na teoria, é uma mudança bem-vinda em relação aos casamentos do passado. Na prática, a passagem do velho para o novo paradigma está cheia de armadilhas. Muitos homens esperam que a mulher trabalhe e contribua, mas continuam supondo que ela cuidará da casa. Muitas mulheres negligenciam a administração doméstica ou a educação dos filhos porque estão mais preocupadas com a carreira. A maioria dos casais está num dilema e se culpa mutuamente pela frustração com seus papéis. A saída para esse nó é elaborar uma lista de tarefas que deve ser dividida de maneira justa, levando em conta algumas questões: quem faz isso melhor? Quem adora ou detesta fazer determinado trabalho? Vocês podem se revezar? Uma vez fixados os deveres e responsabilidades, é preciso praticar a arte de manter-se em silêncio, sem espezinhar, enquanto o outro faz a sua parte. E notar e elogiar o esforço do outro. É impressionante como os casais se esquecem disso.

com informações /claudia.abril.com.br
Mudanças sempre são bem vindas, principalmente aquelas que podem SALVAR O SEU CASAMENTO! 

Pequenas mudanças para o relacionamento não cair na rotina

Vocês dois mal se falam, as brigas e discussões aumentaram? E o momento do casal, ainda existe?
Bom, se a relação continuar nesse caminho temos fortes indícios de um possível fim. Mas, calma, nem tudo está perdido - você ainda pode inverter essa situação. 
Que tal repensarmos na rotina do seu relacionamento, fazermos algumas mudanças e fazer desse relacionamento desgastado, um NOVO relacionamento.

Responda o teste do Dr. Relacionamento e avalie. Quando foi a ultima vez que vocês...

... andaram de mãos dadas?
A troca de carícias, massagem, mãos dadas, beijo na boca - devem estar sempre presentes no dia a dia e na rotina de um casal. Presentear o parceiro ou a parceira também. 
Essa troca de sentimentos físicos (expressados através do toque) é muito importante para os dois, com o passar do tempo alguns casais tendem a esfriar. E não se preocupam tanto com esses pequenos gestos que fazem sim, a diferença em um relacionamento.
Seu marido ou sua esposa chegou do trabalho, receba ela ou ele com um beijo, com um abraço, vale até mesmo oferecer-se para fazer uma massagem. Nada melhor do que uma boa massagem nas costas, após aquele dia estressante de trabalho - não é verdade?!
São gestos pequenos e que ajudam muito na melhora do seu relacionamento. 

... saíram para jantar?
Para que um relacionamento seja bem sucedido, o casal devem fazer dois tipos de investimentos: nos interesses próprios e nos conjugais. Programas a dois, sair com amigos, viajar, fazer algo que realmente saia da rotina, ou até mesmo algo que nunca pensaram em fazer juntos. Que tal saltar de paraquedas juntos? porque não? 
Tem medo de altura, então, o que acha de fazer uma trilha? Se forem mais tradicionais, tudo é valido, até mesmo um simples jantar em algum lugar diferente, nesse momento você deve usar a sua imaginação. O importante nesse caso não é o local, mas sim o momento a dois que vocês estão tendo. Longe da rotina de trabalho e de obrigações domésticas, que atrapalham o relacionamento e escondem o lado divertido e descontraído do parceiro.

... tiveram uma conversa(discussão) amigável?
A famosa e temida(pelos homens) D.R. O grande problema da discussão é exatamente por ela ser uma discussão, e não uma conversa. A mulher já começa o 'debate'(sim, se transforma em um debate) com 7 pedras na mão, e o homem já foge(alguns até correm), dizendo que ela é chata, doida, estérica e que só sabe fazer cobranças.
Uma conversa saudável e inteligente sempre é bem vinda e ajuda muito, claro, que o bom senso tem que estar presente. Tanto da parte de um como da parte do outro. 
Não adianta você começar uma conversa (uma D.R), apontando ou gritando os defeitos e os erros do parceiro. Primeiro que ele não vai gostar, segundo que ele pode ter feito algo que nem se deu conta de que fez (ele pode fingir isso também, fique atenta.)
O ideal é começar a conversa perguntando se tem algo errado, em seguida você explica o que lhe incomoda, escute à resposta, e com o decorrer das respostas você constrói todas as outras perguntas. Por favor, seja racional, não adianta se exaltar e muito menos brigar. Você fala, escuta, um de cada vez. Consciência e inteligência sempre, você quer salvar o relacionamento mas também não vai aceitar ser feita de besta.

... realmente riram na cama?
Vocês se divertem e riem juntos? Na cama ou fora, é extremamente importante que o casal tenha momentos de descontração. As mulheres, sobretudo, adoram homens que as façam rir.  O bom humor, ajuda tanto no relacionamento quanto na cama, ele da um tempero a mais no sexo. Os homens também gostam de mulheres bem humoradas, divertidas, acredite isso faz a diferença para eles, mulheres simpáticas são as ideias. Mas tomem cuidado pra não dar uma de BOZO(aqueles né; Alô criançada o Bozo chegou!), e exagerar no bom humor, ninguém quer um cômico do seu lado - tenha bom senso.

... tiveram uma relação sexual?
Se as obrigações do cotidiano se tornam mais importante que o sexo, é inevitável, a vida debaixo dos lençóis é prejudicada e desanda completamente. Ainda mais quando os filhos são pequenos, o sexo acaba entrando para a categoria das obrigações e vira um dever a ser comprido, o que também não é nada bom para a relação. Se o casal não tem uma boa sintonia sexual o prazer não é totalmente satisfatório. E isso nos leva a repetidas experiência negativas e frustrantes fazendo com que a pessoa evite o rala e rola, ela vai perdendo o tesão gradativamente. A procura diminui e cai para 1, 2 ou 3 vez no mês, e olhe lá... (claro que isso é um caso extremo, não deixei e nem espere chegar a essa porcentagem mínima. Por favor!)
A solução? Uma boa e madura conversa entre o casal, os dois precisaram redescobrir o prazer, renovar o sexo. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, claro, respeitando os seus limites também, não vai fazer algo que você nunca faria e que possa se arrepender depois, encontre algo que agrade os dois. Invista nisso e faça algumas mudanças ao decorrer do tempo para não cair na rotina novamente. 

... fizeram planos financeiros juntos?
O dinheiro, aonde investir? Conversar sobre o dinheiro é necessário, pois alem dos planos conjugais existem também os individuais. Não se deve também falar sobre isso a todo momento. Existem horas certas, o casal precisa administrar as contas e o dinheiro de uma maneira que favoreça os dois, sempre. Afinal, são um casal tanto um como outro tem seus deveres e obrigações, alimentação, saúde, lazer, filhos, educação. Tome cuidado, porque falar sobre dinheiro e como administra-lo pode ser um pouco desgastante, ainda que não tenham chegado a uma conclusão. O assunto pode ser retomado em outro momento. 

... disseram "Eu amo você porque..."
É tão bonitinho ver um casalzinho de namorados juntos no começo da relação, eles dizem 'Eu te Amo', quase que o tempo todo, por qualquer motivo. Ao passar dos anos, as pessoas se esquecem de dizer o porque amam os seus parceiros, e esquecem também o real significado dessa palavra, e quando dizem, falam de uma forma egoísta; "- Ah, eu Te Amo, porque você é uma pessoa que cuida de mim e dos nossos filhos, não nos deixa passar fome... e blá, blá, bla". Amar é mais que isso, o amor é uma palavra muito forte - dentro dela esta embutida vários outros sentimentos, como respeito, admiração, carinho, confiança e etc. Dizer que Ama alguém é uma maneira de dizer tudo isso em uma única palavra. 
Diga  e demonstre de forma clara ao seu parceiro o porque, e o quanto o ama. O amor move as pessoas.

por DR Relacionamento / Ricky Moscoutti

O fim de um relacionamento nunca é fácil. Mas enquanto uns superam esta fase sem grandes sofrimentos, outros permanecem por bastante tempo tristes sem conseguir “deixar para trás” o que passou. O que explica esta diferença? Autocompaixão. É o que mostra um estudo publicado no periódico Psychological Science.
No estudo, autocompaixão foi definida como a combinação de bondade para consigo mesmo, compreensão de que perdas e rompimentos acontecem com todos e habilidade de deixar as emoções dolorosas passarem.
“A autocompaixão pode promover resiliência e resultados positivos na hora de enfrentar um divórcio”, diz o psicanalista David Sbarra, que liderou o estudo com pesquisadores da Universidade do Arizona.
O estudo envolveu 105 pessoas, entre homens e mulheres, com idade média de 40 anos. Todos eram recém-divorciados (há quatro meses aproximadamente) vindos de relacionamentos que duraram em média 13 anos. Na primeira visita, eles tiveram 30 segundos para falar sobre o ex-companheiro e quatro minutos para falar sobre seus sentimentos e pensamentos sobre o fim da relação.
Codificadores treinados ouviram as gravações e mediram os níveis de autocompaixão com base em uma escala. Os participantes também fizeram parte de outros testes para analisar traços de personalidade como depressão. Depois da visita inicial, os pesquisadores voltaram a entrevistar os participantes três, seis ou nove meses depois da primeira visita.
Como esperado, as pessoas com alto nível de autocompaixão no início da pesquisa superaram mais rápido e estavam melhor depois de alguns meses. Como esses dados podem ajudar as pessoas a enfrentarem um término de relacionamento?
“Não é fácil dizer para uma pessoa ser menos ansiosa. Você não pode mudar sua personalidade tão facilmente. Sabemos também que as mulheres superam perdas melhor do que os homens. Mas você também não pode mudar o seu sexo. O que você pode mudar é a sua postura em relação à sua experiência”, avalia Sbarra. “Compreender a sua perda como parte de uma experiência humana maior ajuda a amenizar os sentimentos de isolamento. Ajuda também a sentir menos ciúme ou raiva, não ficar fazendo julgamentos ou ruminando o passado”, finaliza.
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com informações da Association for Psychological Science

Gôndolas em Veneza Foto: Reuters
Tribunal de Veneza pode ter de conceder uma medida de proteção para os pais
Um casal italiano procurou um advogado para forçar seu filho de 41 anos a sair de casa, segundo a mídia italiana.
Os pais, que vivem em Veneza e não foram identificados, dizem que seu filho tem um bom emprego, mas se recusa a se mudar e exige que suas roupas sejam lavadas e passadas, e suas refeições, preparadas para ele.

O advogado Andrea Campi disse ter enviado uma carta ao filho avisando que se ele não deixasse a casa em seis dias, teria de enfrentar uma ação na Justiça.O casal decidiu procurar a ajuda de uma associação de defesa do consumidor, a Adico, após descobrir que a organização lidava com dezenas de casos parecidos.
Caso não responda ao pedido, os advogados pedirão que um tribunal de Veneza conceda uma medida de proteção para os idosos, impedindo que o filho chegue perto deles.
"Não aguentamos mais", o pai teria dito.
"Minha esposa está sofrendo de estresse e teve de ser hospitalizada."
Tendência nacional
Os pais alegam que o filho não tem intenção de se mudar e, segundo alguns relatos, ele também teria se tornado agressivo.
Na Europa, os italianos estão entre aqueles que demoram mais tempo para sair da casa dos pais.
Uma pesquisa divulgada em 2009 pelo Instituto Nacional de Estatísticas da Itália indica que sete entre dez italianos com idades entre 18 e 39 anos ainda vivem com a família.
No ano passado, um ministro italiano, Renato Brunetta, propôs que fosse criada uma nova lei para forçar filhos adultos a sair da casa dos pais.
Segundo Brunetta, os filhos deveriam ser obrigados a deixar a casa dos pais aos 18 anos de idade, mesmo que por força da lei.
com informações BBC BRASIL

QUANDO HÁ CONFLITO ENTRE O AMBIENTE PROFISSIONAL E FAMILIAR, QUEM É O CULPADO: O TRABALHO, A FAMÍLIA OU AMBOS? E QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DESSA ESCOLHA DE CULPADOS?
Um estudo realizado por Elizabeth Poposky, pesquisadora da Universidade de Purdue, EUA, analisou entrevistas feitas no dia a dia de indivíduos com problemas em conciliar suas vidas profissionais e familiares e analisou como eles lidavam com esses problemas, ou, mais especificamente, quem eles culpavam pelo conflito instaurado.
Em números gerais, apenas 3% dos entrevistados – de ambos os sexos, casados, com nível superior de educação, idade média de 43 anos e trabalhando 45 horas semanais, aproximadamente – diziam que tanto a família quanto o trabalho eram responsáveis por todos os conflitos em suas vidas. Aproximadamente 64% culparam apenas o trabalho e 22% indicaram a família como a fonte dos problemas e conflitos em suas vidas.
Outros 5% culparam fatores externos a esses cenários como os realmente culpados pelo conflito percebido por eles, e aproximadamente 6% se achavam os únicos culpados pelos problemas enfrentados em suas vidas. É interessante observar que os indivíduos que atribuíam o conflito em suas vidas a fatores externos ou que indicavam a si próprios como os culpados tinham mais episódios de raiva e frustração após uma briga.
No caso do antagonismo entre família e trabalho, Poposky observou que a ordem dos eventos era importante para que os indivíduos definissem a culpa. Normalmente após uma série de conflitos (uma briga no trabalho seguida de uma discussão familiar, por exemplo) o segundo era sentido como sendo mais intenso e, portanto, como foco dos outros conflitos.
“Há muitos conflitos sobre esse tópico dos conflitos profissional/familiares, e o que se vê, normalmente, é que o foco é apenas um dos ambientes. Nossa pesquisa procurou saber como se dá a dinâmica da reação aos incidentes de conflito”, diz a pesquisadora. “Com isso, talvez consigamos entender melhor os mecanismos de conflito e os processos envolvidos. Isso pode diminuir os sentimentos de raiva, frustração, vergonha e culpa envolvida nessas duas áreas da vida que são percebidas como antagônicas”, finaliza.
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com informação da Purdue University/Indianapolis School of Science
Com toda a atenção da mídia sobre os jovens que sofrem bullying nas escolas e até o cyberbullying, os pais devem estar se perguntando o que podem fazer para proteger seus filhos. A pergunta, na verdade, deveria ser: o que fazer para evitar que seu filho seja um agressor – neste caso, os chamados bullies?



Uma pesquisa liderada por Rashmi Shetgiri, da Universidade do Texas, nos EUA, avaliou a prevalência de bullying relatada pelos pais que participaram de uma pesquisa realizada em 2003 e em 2007. Eles também analisaram os fatores de risco que levam uma criança a intimidar as outras.
O levantamento mostrou que quase um a cada seis jovens com idades entre 10 e 17 anos intima seus colegas frequentemente. Em 2003, aproximadamente 23% dos jovens havia intimidado alguém. Em 2007 este número subiu para 35%.
Fatores de risco que aumentam a probabilidade de uma criança intimidar os outros se mantiveram nas duas pesquisas. Por exemplo, pais que reclamam muito de seus filhos ou que ficam irritados frequentemente. “Além disso, crianças com problemas emocionais, comportamentais e de desenvolvimento ou aquelas cujas mães relatam problemas de saúde mental também são mais suscetíveis a serem provocadoras. De fato, aproximadamente um em cada cinco bullies, ou agressores, tem um problema emocional, de desenvolvimento ou comportamental”, explica Shetgiri.
Por outro lado, fatores de proteção também persistiram nas duas pesquisas. “Pais que conversam com seus filhos e conhecem a maioria de seus amigos têm menos chance de ter um filho que se torne um agressor. Se focarmos em intervenções para diminuir esses fatores de risco e aumentarmos os fatores de proteção, podemos caminhar em direção à diminuição do bullying”, diz a pesquisadora.
A dica para os pais é aumentar o envolvimento com seus filhos, que conheçam seus amigos e dediquem tempo para eles. “Eles também podem encontrar formas eficazes para gerenciar todos os sentimentos de raiva contra seu filho e, quando houver dúvidas, procurar um profissional para se certificar de quaisquer preocupações emocionais ou comportamentais que tenham sobre seus filhos, bem como a sua própria saúde mental”, conclui.

com informações da American Academy of Pediatrics
No Dia da Família, saiba como é possível fortalecer o vínculo
afetivo com pequenas atitudes




Dia 15 de maio é o Dia Internacional da Família. Crescem os estudos que comprovam como os familiares interferem na nossa saúde física e mental, independente da idade. Uma pesquisa publicada no Jornal da Associação Americana do Coração, por exemplo, comprovou que pacientes da terceira idade se recuperam muito mais rápido de derrame quando acompanhados dos parentes. Já um outro estudo recente da Universidade de Oregon, nos EUA, indicou que pais com dificuldades de relacionamento têm mais chances de ter bebês com distúrbios durante o sono.

Manter o vínculo afetivo é uma vantagem e tanto, mas nem sempre é fácil. "Há famílias que se veem muito, porém as pessoas não são tão próximas, porque tem o componente da afinidade. Confira a seguir alguns ingredientes diários que podem incrementar os laços afetivos e aumentar de fato a união familiar.


1. Respeite os limites de cada um
Esse é um dos hábitos mais difíceis, pois implica aceitar algumas diferenças. "Cada indivíduo da família tem seu ritmo, seu jeito de vivenciar as coisas da vida. Tanto os filhos como os pais desenvolvem essa percepção do 'jeito de cada um'", conta o psiquiatra Paulo Zampieri, Terapeuta de Casais e Famílias, de São Paulo. Procurar respeitar essas peculiaridades - desde que não sejam preocupantes - pode ajudar a resolver conflitos familiares de uma forma muito mais fácil.

2. Priorize o bom humor
Procure encarar os conflitos familiares com mais disposição. Muitos deles surgem por motivos pequenos e são alimentados pelo cansaço e estresse do dia a dia. "Encarar conflitos já é melhor do que evitá-los e há de ser com bom humor, senão fica sempre parecendo cobrança ou bronca", aconselha o psiquiatra Paulo Zampieri.

3. Cozinhe em conjunto
A psicóloga Eliana Alves fala que é importante criar espaços que propiciem um vínculo afetivo. "Vivemos no imperativo da falta do tempo, mas é necessário se preocupar em criar momentos para conviver com nossos familiares", diz a especialista. Para driblar essa falta de tempo, os programas conjuntos podem ser tarefas diárias como as atividades domésticas, que permitem uma troca de experiências. "Atividades lúdicas e domésticas ajudam todos os membros da família a se apropriarem dos pertences do lar, aprendendo juntos as tarefas que um dia os filhos também farão", afirma o psiquiatra Paulo Zampieri.

4. Incentive o diálogo
Essa é uma das práticas mais fundamentais. De nada adianta viver unidos sob o mesmo teto se não há conversa, se as pessoas não compartilham seus sentimentos e experiências de vida. O diálogo permite saber o que o outro está pensando e sentindo e é a melhor forma de resolver desentendimentos.  "Os familiares são os maiores parceiros que filhos, pais e avós têm naturalmente na vida", lembra o psiquiatra Paulo Zampieri, que dá uma boa dica para fortalecer os vínculos por meio do diálogo. "Peça aos avós que contem como foi a vida deles, como se uniram, o que pensavam da vida. É um jeito interessante de co-construir a história da família por meio dos protagonistas mais velhos e permite conhecer como os costumes mudaram", completa.

5. Crie momentos de lazer com todos
Os familiares servem de apoio nas horas difíceis, mas também podem ser ótimas companhias para momentos de distração e divertimento. O psiquiatra Paulo Zampieri conta que, quando os filhos são pequenos, fica mais fácil: "É só convidar que todos vão", comenta.  No entanto, quando os filhos crescem e se tornam mais independentes, essas ocasiões ficam cada vez mais incomuns. "Quando a família cultiva esses hábitos desde cedo, gera a possibilidade de conservar atividades de lazer em conjunto em etapas mais adultas", completa o especialista.

6. Procure estar disponível
Não precisa ser super-herói: é impossível estar disponível o tempo todo e a família precisa entender isso, principalmente as crianças. Entretanto, mostrar disponibilidade para conversar e dar atenção, sempre que possível, é fundamental. De acordo com o psiquiatra Paulo Zampieri, os pais devem fazer isso de forma declarada. "Conte comigo", "sou seu parceiro" ou "se precisar, estou aqui" são frases que ajudam os filhos a encontrarem um momento de poder falar.

7. Evite que a rotina agitada e estressante interfira no contato familiar
É nada agradável encontrar uma pessoa em casa com a cara fechada, sem vontade de conversar. Experimente imaginar que, no momento em que você for passar pela porta de entrada, as preocupações do trabalho ficarão do lado de fora. A família poderá ser uma excelente forma de distração! 
Em alguns momentos, procure também deixar o trabalho e demais compromissos em segundo plano. "Tal postura pode indicar valorização do contato, como se a pessoa estivesse dizendo à família: 'vocês são importantes para mim'", afirma a psicóloga clínica Michelle da Silveira, de São Paulo.

8. Invista no afeto
Há várias formas de manifestá-lo, vale a sua criatividade de adaptá-las ao tempo e à rotina que você possui. Não se esqueça também do carinho físico. Um simples abraço proporciona conforto e uma ligação muito forte. "O afeto pode ser uma forma de aproximação das pessoas. A partir dele, outros sentimentos fundamentais para as relações serem estabelecidas são formados, como: respeito, compreensão, tolerância, entre outros", explica a psicóloga Michelle da Silveira.

9. Não espere os finais de semana
Procure se lembrar de estreitar os vínculos sempre. Um telefonema, um email ou mesmo uma mensagem por celular podem ser demonstrações de afeto que fazem a diferença. "Com maior tempo de interação, as pessoas poderão se conhecer melhor, agregar pontos positivos da outra pessoa, descobrir afinidades e, a partir daí, estreitar os laços que podem levar à construção de vínculos mais estáveis", esclarece a psicóloga Michelle da Silveira.

10. Reconheça os próprios erros
Ninguém na família é perfeito, inclusive os pais. Segundo a psicóloga Michelle da Silveira, assumir falhas pode implicar em mudança, uma vez que a pessoa refletiu sobre a sua ação e, em uma próxima situação parecida, tentará agir de forma diferente. "Esse comportamento de flexibilidade gera confiança na pessoa com a qual se relaciona, pois ela fica com a idéia de que o erro poderá não se repetir", completa.

11. Crie momentos a sós com cada um
Estimular ocasiões exclusivas entre marido e mulher ou mãe e um dos filhos, entre outras possibilidades, facilita a comunicação. A psicóloga Michelle da Silveira explica que isso favorece o conhecimento entre as pessoas e facilita a criação de sentimentos, como intimidade e confiança.

12. Seja um exemplo
Suas pequenas atitudes no âmbito familiar podem gerar admiração pelos parentes. Quando há essa admiração, a possibilidade de existir vínculos é maior. A psicóloga Michelle da Silveira explica: "Existe nas relações a intenção comum entre as partes de agregar valores, e só é possível obter esses valores, em geral, de alguém sobre o qual se nutre admiração".

com informações do Uol/MinhaVida  



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Quem nos conta a história de hoje, é o pai de Giselle; um pai que desesperado acompanhou dia á dia, minuto á minuto. Todo o sofrimento da sua filha sem poder fazer nada. 
Eu imagino, e acredito que você também. Como é doloroso e angustiante para um pai, acompanhar de perto o sofrimento de um filho e não poder fazer simplesmente nada... a não ser esperar e esperar... sem se quer saber, quando tudo vai acabar.

Acompanhe mais um; Lutando pela Vida!


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