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'Olá meu nome é Maria, e hoje eu lhe contar a minha história... Me casei com o Jorge apaixonadíssima. Nossa vida era boa, a única coisa que me incomodava era o seu ciúme. Nunca pude vestir uma bermuda ou qualquer roupa mais justa sem que ele dissesse que eu estava a fim de aparecer para outros homens ou de olho em alguém. Ninguém podia pronunciar o nome de qualquer ex-namorado meu que já era motivo para brigas. Quando falava em ter um filho, ele se irritava. Queria que meu corpo continuasse violão e achava que um bebê iria estragá-lo.

Eu ia levando a vida apesar desse ciúme exagerado, mas tudo mudou no terceiro ano de casados. Martin, um irmão do Jorge que morava com a mãe, na Argentina, desde os 8 anos de idade, foi morar conosco. Ele era músico, tocava e cantava na noite e queria fazer fortuna no Brasil. Moreno, alto, de cabelos negros e olhar atraente, Martin falava apenas o necessário no princípio. Era muito calado. Ele e Jorge se davam muito bem. Por várias vezes o Martin assistiu nossas brigas e viu as cenas de ciúme do irmão, mas não se intrometeu.

Numa manhã de sol intenso, desci cedo para comprar pão e jornais. Jorge estava dormindo e Martin ainda roncava no sofá-cama da sala. Quando abri a porta da cozinha, ao voltar, dei de cara com Jorge, de pé, próximo à pia.

Ele me olhou de cima a baixo. Eu estava com uma bermuda branca apertada, mini-blusa azul floral, cabelos soltos e sandálias. Jorge balançou a cabeça em sinal de reprovação:

- "Maria, você não tem jeito, né? Por que desceu com esse projeto de roupa? Tá afim de aparecer, é? Já disse que dentro de casa tudo bem, porque o Martin é meu irmão e nele eu confio, mas na rua?"

Pedi para ele não brigar comigo, mas não houve jeito. Jorge me xingou com palavras impublicáveis. Me irritei muito e acabei falando que ele era um psicótico, um louco. Se soubesse de sua reação, teria ficado calada... 

Depois de me xingar, Jorge começou a me bater. Senti um golpe seco esquentando meu rosto e a maior humilhação do mundo. Ao ouvir meus gritos, Martin apareceu na cozinha. Minha boca sangrava quando ele finalmente conseguiu afastar Jorge de mim. Martin tentou amenizar a situação.

- "Jorge, não faça isso mano!", dizia.

Corri para o quarto assim que consegui me desvencilhar. Fiquei lá trancada, chorando.

Horas mais tarde, meu marido, já mais calmo, quis conversar. Bateu na porta e pediu que abrisse. Achei que ele tinha se arrependido, que talvez quisesse pedir perdão. Abri sem olhar para sua cara e sentei na cama, esperando uma explicação para tanta violência.

- "Maria, isso foi só para você sentir que estou zangado. Não quero te machucar de novo, certo? Então, é só andar como uma mulher decente e não como uma vadia. Se te pegar de novo saindo daquele jeito, vou te machucar muito", avisou.

Nem respondi. Estava morrendo de medo. Jorge se aproximou, acariciou meus cabelos, beijou meu pescoço, meu rosto. Senti repulsa, repugnância. "Nojento, nojento", pensava.

Desde que meu cunhado veio morar conosco, Jorge estava violento demais. Tudo era motivo para me maltratar: um bife mal passado, um bife passado demais... 


Certo dia, Jorge teve que viajar a trabalho. Como ficaria três dias fora de casa, aproveitei para visitar meus pais. Quando voltei, ele já havia chegado. Martin explicou que eu estava com meus pais, mas Jorge não ficou satisfeito. Ao entrar em casa, fui novamente xingada e espancada. Martin tinha ido fazer umas compras e não tive quem me ajudasse. Jorge, feito louco, me acusava de estar com outro e, por mais que negasse, ele, possesso de ciúme e ódio, continuava me machucando.

Depois disso, perdi toda vontade de sair. Nem queria por o pé na rua. Sempre que precisava algo, pedia ao Martin. Jorge parecia satisfeito, já que desse modo ninguém olharia para mim.

Tentava até evitar Martin, por medo do meu marido, mas essa tarefa ficava cada dia mais difícil. Meu cunhado era um homem bonito, de olhar arisco e jeito de amante latino. Comecei a sentir que mexia comigo. Mas, cada vez que me pegava pensando nele, dizia a mim mesma: "Ele se parece com Jorge, por isso o acho bonito."

A verdade é que estava ferida por dentro e por fora e já não sentia mais amor por Jorge. Ele me maltratava demais. Martin era muito divertido, carinhoso e eu estava me apaixonando. Mas aquilo era um perigo, além de ser imoral. Não podia aceitar tal situação!  

Certa manhã, Martin voltou da noite carregando uma guitarra e um violão. 
Pedi que ele tocasse uma música brasileira pra mim. Ele escolheu a canção de João Paulo e Daniel, Estou Apaixonado. Entendi o recado e senti uma mistura estranha dentro de mim. Por um lado, era toda alegria, emoção. Por outro, me senti leviana, suja, pensei que talvez merecesse as surras que Jorge me dava. Fiquei o tempo todo de cabeça baixa, sem conseguir encarar aqueles olhos negros, apaixonantes.

Martin tocou aquela música várias vezes. Em algumas ocasiões, pensava que ele tinha lido a paixão nos meus olhos e estava me acusando. Outras vezes, sentia que estava me provocando, me tentando. Não sabia o que pensar. Jorge confiava plenamente em Martin. Ele até lhe pedia que me vigiasse, que não me deixasse sair. Jorge estava certo de que eu estava resguardada, que não saía de casa para nada.

Em meio a toda essa confusão, minha única alegria era ver e ouvir Martin tocar, cantar. Sua simples existência me encantava. Estava totalmente apaixonada por ele e percebi que minha única saída era pedir a separação. Ia dizer ao Jorge que não agüentava mais viver presa. Tentei conversar, mas não consegui terminar a frase "Quero pedir o divórcio". Ele me empurrou contra a parede e me esbofeteou.

Naquele momento, Martin o repreendeu. Jorge foi para a rua e trancou a porta. Enquanto eu chorava, Martin, sem se preocupar com o que pudesse acontecer, me abraçou e protegeu. Ele me acariciou de mansinho, me beijou a testa e as mãos. Expliquei o porquê da briga e Martin não concordou com o divórcio, disse que Jorge me amava muito.

Depois desse episódio, tudo voltou ao normal.

Era como se nada tivesse acontecido para Jorge.

Ele usava, abusava de mim e dizia que me amava. Numa noite chuvosa, ele saiu para trabalhar. Jorge só voltaria no dia seguinte, no fim da tarde. Depois que Jorge saiu, Martin, que estava gripado, ficou com febre. Cuidei dele com remédios e chá. Fiquei bem perto, lhe dando carinho e atenção. Aquilo foi uma tentação. Acabei perdendo a cabeça e me declarei a ele! O tesão que Martin sentia por mim era evidente, eu já o havia notado, pela forma que me olhava quando Jorge não estava em casa.

Martin me possuiu sem a menor resistência ou pudor. 

Quando Jorge voltou para casa, Martin não conseguia ser natural, estava tenso e logo passou a dormir no local onde trabalhava. Eles quase não se viam, porque Martin trabalhava à noite e dormia durante o dia. Os dois irmãos combinaram de se encontrar pelo menos uma vez por semana. Nesses dias de visita, meu cunhado chegava mais cedo para ficar comigo. Meu marido nem desconfiava.

Uma amiga me repreendeu e disse que eu precisava ser honesta e me decidir por um dos dois. Mas não dava para eu largar o Jorge. Ele me mataria se pedisse a separação.

Dias e dias se passaram até que Martin arranjou uma namorada firme e foi morar na casa dele. A notícia caiu feito bomba para mim. Fiquei louca de ciúme e briguei a valer com ele. Não conseguia pensar em mais nada, só na traição. Resolvi contar tudo para o meu marido. Afinal, se ele me matasse, pelo menos não sofreria mais por saber que Martin tinha abusado do meu amor e agora estava com outra. Tomei toda a coragem do mundo e chamei Jorge para uma conversa séria.

Com muita calma, disse ao meu marido que o traía com Martin e que gostava de transar com ele. Jorge riu com ar cínico. Ele falou que sabia de tudo desde o princípio! Disse também que deixou o caso continuar porque, pelo menos, não era com um homem estranho. Nesse momento, ele se aproximou, segurou meu braço e confessou que sentia ainda mas atração por mim por saber que eu era capaz de traí-lo.

Por mais estranho que pareça, naquela hora nos entregamos a uma ardente paixão e começamos uma verdadeira segunda lua-de-mel. Meu marido passou a confiar em mim e sempre repetia que se eu fosse mesmo vadia não teria contado a verdade. Na verdade, ser traído era uma tara inconfessável que agora ele não tinha mais por que esconder.

Ainda hoje dou minhas escapadinhas com meu cunhado, que não sabe que Jorge descobriu tudo. Martin pensa diferente do irmão e não aceitaria o triângulo. Ele diz me amar, mas mora com Fátima, uma garota que também canta na noite.

No fundo, nos três somos felizes desse jeito louco. Alguém entende a humanidade? '

||THE END||


 
EUA: Mãos queimadas e depois congeladas. Pequenas agulhas sendo enfiadas embaixo das unhas. Sessões de eletrochoque. Tudo isso enquanto um vídeo exibia cenas de sexo explícito entre homens.

Samuel Brinton tinha apenas 12 anos quando foi submetido a uma sessão de ‘cura’ na igreja batista norte-americana após ter contado ao pai, um pastor do interior do estado de Iowa, que sentia atração pelo melhor amigo.

O jovem, hoje com 23 anos e estudando engenharia nuclear no conceituado MIT (Massachussets Institute of Technology), contou sua história em uma série de entrevistas sobre a realidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais nos EUA, que já foi visto dezenas de milhares de vezes na internet.

Em seu perfil no twitter, Brinton diz que quer usar o seu exemplo para que outras pessoas possam ter uma escolha que ele não teve.

No vídeo, ele conta que apanhou tantas vezes do pai e com tamanha violência que chegou a ser levado diversas vezes à emergências de hospitais, onde dizia que havia “caído da escada”.

A tortura no ritual da igreja batista não era apenas física. Seus pais chegaram a dizer ao menino que ele tinha Aids e que era o último gay dos EUA, uma vez que o governo teria exterminado todos os outros.




Depois de meses de tortura, ele disse ter considerado o suicídio, subindo no telhado da casa onde morava. Sua mãe, que também apoiava a tentativa de “conversão”, tentou dissuadi-lo dizendo: “Eu vou te amar de novo, mas só se você mudar.”

Brinton acabou descendo do telhado e convenceu os pais de que havia “mudado” até sair de casa para ir à faculdade. Quando resolveu assumir sua orientação sexual e voltar para casa, encontrou suas coisas todas na rua. O pai ameaçou matá-lo se ele tentasse contato novamente.

“Na última vez, ele disse que atiraria em mim se eu tentasse entrar em casa de novo”.



Com informações do Daily Mail e do Huffington Post
O perigo mora ao lado: Em uma pequena cidade do interior famosa por sempre oferecer ajuda a quem precisa. Nem todos são bons vizinhos, alguns se aproveitam dos fracos e vuneráveis. Cada vítima inocente oferece novas chances de tortura por um casal unido por uma 'ATRAÇÃO PERIGOSA'.  Acompanhe agora a misteriosa história de Khaty Loreno, qual o seu paradeiro? o que realmente aconteceu com ela? Após assistir essa história você nunca mais verá os seus vizinhos da mesma maneira.

Novela da vida real, a partir de agora sem mascaras e sem rodeios a vida como ela é...

*A história a seguir é uma história real e contem cenas fortes.




Saiba como agir se você for agredida por um namorado ou marido


Casal brigando
Saiba o que fazer em caso de agressão: existe ajuda gratuita
Casos de amor que terminam em agressão  dão a impressão de que a mulher exposta à violência doméstica, no fundo, gosta de apanhar - ou pelo menos aceita a situação. Mas a questão é mais complexa. "Ela não ama o cara quando ele bate nela, e sim quando a afaga. Esse homem acaba com a autoconfiança da parceira ao afastá-la da família e dos amigos. Aí, ela pensa que não conseguirá mais viver longe dele e se submete às agressões", explica a psicóloga Cecília Teixeira Soares, da Secretaria de Direitos da Mulher do Rio de Janeiro.

Apoio é fundamental
A diferença de comportamento entre homens e mulheres também explica o porquê da violência doméstica. De maneira geral, mulheres são criadas para serem conciliadoras e emotivas, enquanto os homens precisam demonstrar valentia. "Elas encaram mais o amor como um processo de entrega do que eles. Por isso, confundem cuidado com posse, o que abre margem para a violência", explica a psicóloga Branca Taperetti. A demora em procurar ajuda explica-se pela falta de apoio que elas sofrem, seja na família ou entre amigos. Muitos familiares sequer acreditam que um homem pode ser violento no ambiente doméstico. "Outros até sabem o que ocorre, mas acham que apanhar é o preço que se paga por namorar um homem violento. Ou seja, a culpa é da mulher por ter escolhido esse tipo de amor", explica Cecília. "Há ainda casos de familiares que dizem ter passado por coisa pior, portanto a vítima deve aguentar as agressões", explica Branca.

Existe ajuda grátis!
Isso é o que os especialistas chamam de "ciclo da violência doméstica". Para sair dele, a a mulher deve fortalecer a autoestima. “Ela precisa olhar para si e perceber que é capaz de viver sozinha”, explica a psicóloga Sônia Paschoal. Nesse processo, a ajuda familiar é muito importante. "E não deve haver julgamentos, pois isso pode reduzir ainda mais a autoestima da vítima", completa. O ideal é aliar a compreensão familiar à ajuda profissional, como terapia com psicólogos. Nas principais cidades brasileiras, há centros de apoio que oferecem o auxílio desses profissionais gratuitamente. Para saber os endereços, ligue para o número 180, da Central de Atendimento à Mulher, do governo federal. A ligação é gratuita
 
Conteúdo do site SOU MAIS EU!
A masculinidade é social, não biológica. Isto é o que afirma um estudo feito por pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida, nos EUA. Segundo os autores, a masculinidade é um status “precário” difícil de conquistar e fácil de perder. E quando os homens se sentem ameaçados em sua masculinidade, eles veem a agressão como a melhor maneira de defendê-la.

Segundo os autores Jennifer K. Bosson e Joseph A. Vandello, a identidade sexual normalmente incluída nas “questões de gênero” é algo determinado socialmente. “E os homens sabem disso. Eles se preocupam muito sobre como outras pessoas os veem”, diz Bosson. “E, quanto mais preocupados com o assunto, mais eles irão sofrer psicologicamente quando sentirem que sua masculinidade foi violada”.
Para chegar a estas conclusões, Bosson e Vandello realizaram uma série de estudos onde os participantes – todos homens – foram incitados a se comportarem de forma feminina. Enquanto alguns trançaram os cabelos, outros fizeram tarefas mais masculinas ou neutras.
A seguir, foram dadas opções para que eles escolhessem a próxima tarefa. Todos aqueles que trançaram o cabelo preferiram a tarefa de dar socos em um saco de treinamento de boxe do que montar um quebra-cabeça, por exemplo. E, quando todos foram esmurrar o saco, aqueles que trançaram os cabelos deram socos com muito mais força do que os outros.
Em um teste posterior, quando os que trançaram o cabelo não tiveram a oportunidade de dar socos, todos mostraram um maior nível de ansiedade. Segundo os autores, a agressão é uma “tática de restauração da masculinidade”. “Quando os homens usam esta tática da agressão, ou a levam em consideração, eles tendem a sentir que foram obrigados por forças externas a fazê-lo”.
Em outro teste, os pesquisadores entregaram a homens e mulheres um relatório policial simulado, no qual um homem ou uma mulher batia em alguém do mesmo sexo, depois de a pessoa tê-la provocado, insultando sua masculinidade ou sua feminilidade. A seguir, perguntaram: por que esta pessoa se tornou violenta?
Quando o protagonista era uma mulher, ambos os sexos atribuíram o ato a traços de caráter, tais como a imaturidade. As mulheres também afirmaram isso sobre os agressores do sexo masculino. Mas quando o agressor era um homem, os homens creditaram em peso a reação ao fato de que ele teria sido provocado – a humilhação forçou-o a defender a sua masculinidade.
“Curiosamente, as pessoas tendem a sentir que a masculinidade é definida por realizações, e não pela biologia. A feminilidade, por outro lado, é vista principalmente como um estado biológico”. Segundo os autores, por este motivo, a masculinidade pode ser “perdida” por transgressões sociais, ao passo que a feminilidade é “perdida” apenas por mudanças físicas, como a menopausa.
E quem julga a masculinidade tão rigorosamente? “As mulheres não são as principais punidoras das violações do papel de gênero”, diz Bosson. “São os outros homens.”
Bosson acredita que o estudo dá provas psicológicas a teorias sociológicas e políticas que afirmam que o gênero é um fenômeno social, não um fenômeno biológico. “E isso começa a transparecer sobre os efeitos negativos que a questão de gênero exerce sobre os homens, incluindo a depressão, ansiedade, baixa autoestima e violência”, conclui.
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com informações da Association for Psychological Science



Alunos do ensino médio que foram vítimas de cyberbullying podem inverter os papéis e se tornar algozes desse tipo de violência.
Cyberbullying: quando as vítimas se tornam algozesEssa é uma das afirmações feitas por um estudo conduzido por Shane Gallagher, pesquisador do Instituto de Psicologia Educacional de Cambridgeshire, no Reino Unido. O estudo de Gallagher envolveu mais de 230 adolescentes e seus pais, acompanhando-os e monitorando as variações de suas percepções sobre ocyberbullying cometido por colegas de escola.
Os resultados mostraram uma correlação entre alunos que eram vítimas e aqueles que afirmavam já terem sido os algozes dessa violência, também denominados cyberbullies.
“O anonimato do cyberbullying faz que a vítima se motive e procure oportunidades de retaliar os outros alunos usando o mesmo método. Diversas pesquisas chegaram à conclusão de que as vítimas do bullying tradicional muitas vezes se tornavam os bullies, e esse tipo de comportamento parece ter sido potencializado no mundo virtual”, diz Gallagher.
Outro dado da pesquisa mostrou que o cyberbullying é mais comum entre as meninas do que entre os meninos (que parecem preferir as formas tradicionais do bullying). Além disso, é mais difícil para os pais notarem esse tipo de comportamento violento quando o ato é perpetrado via computador ou celular, por exemplo.
“Um passo importante é fazer que os adultos fiquem mais sensíveis para perceber o cyberbullying. Muitos pais não cresceram com esse tipo de tecnologia à mão e, portanto, não sabem a extensão de suas potencialidades – isso serve para as coisas boas e para as coisas ruins”, aponta o pesquisador.
E a escola precisa ser mais proativa em desenvolver metodologias para lidar com esse problema que tem características únicas, e lidar com isso paralelamente ao bullying tradicional. “Mas como isso acontece ‘fora dos limites’ da escola, há certa reticência dos profissionais de educação para enfrentar o problema. Reconhecer ocyberbullying e intervir é um esforço que precisa ser conjunto, no qual escola, família e comunidade estejam juntas para coibir essa violência”, finaliza.
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com informações da The British Psychological Society
Como proceder em casos agressões físicas dentro de casa, evitando que tal violência acabe em morte como no caso de tantas mulheres assassinadas no Brasil? Qual atitude tomar quando o companheiro não quer assumir a paternidade da criança? E a nova Lei do Divórcio, o que muda a partir de agora. Essas e outras questões são tratadas pelo advogado especializado em direito da família Ângelo Carbone, que decidiu escrever um Manual de Sobrevivência da Mulher.
"A mulher deve ter em mente que o companheiro tem de tratá-la com amor e respeito. Atualmente, não existe mais a figura do 'machão', aquele que faz, manda, acontece, bate, esmurra e impõe medo. O lugar desse tipo de homem é na cadeia", afirmou o advogado. A seguir veja as principais dez dicas para saber como proceder desde a escolha de um advogado, como denunciar um marido agressor tanto física quanto verbalmente ou mesmo para se prevenir ou reivindicar legalmente o que lhe é de direito em caso de separação ou de gravidez sem reconhecimento de paternidade.
1) ADVOGADO
Se você não tiver como arcar com os custos de um advogado, saiba que o Estado coloca um profissional à disposição sem despesas para cuidar do seu caso. Procure o Fórum mais próximo de sua residência e solicite um. Conheça seus direitos e busque justiça.
2) PATERNIDADE
A criança que está no seu útero já tem direitos que podem e devem ser buscados na Justiça. Basta propor uma ação de investigação de paternidade, em prol do filho. A Justiça vai chamar o pai e solicitar o teste de DNA. Em caso positivo e sinalizada a paternidade, o homem tem obrigação de arcar com as despesas de pré-natal, do nascimento e dos alimentos do filho (de 0 aos 24 anos de idade).
3) UNIÃO ESTÁVEL
Para a mulher ter qualquer direito como companheira em uma união estável, é necessária uma escritura do companheiro reconhecendo tal união, ou uma sentença judicial, que nem sempre é rápida. Se uma mulher nessa situação fica viúva, é preciso entrar com reconhecimento de união estável e, se o Juízo da Família negar a liminar, ela deverá aguardar a sentença, muitas vezes por anos, sem ter qualquer direito.
4) CASAMENTO NO CIVIL
O comum é o casamento com comunhão parcial de bens, ou seja: a partir da união, os bens que forem adquiridos pelo casal serão partilhados e, em eventual separação, divididos entre eles (metade para cada um). Em muitos casos, quando o casal já vivia em união estável antes do casamento, é necessário informar, pois caso contrário, todos os bens adquiridos pelo casal anteriormente ao casamento do civil ficam somente para o marido, caso os bens comprados tenham ficado apenas no nome dele e não do casal.
5) AGRESSÕES VERBAIS E FÍSICAS
Compareça a uma Delegacia de Polícia, se possível uma direcionada ao atendimento de mulheres, e narre detalhadamente tudo o que aconteceu. Fale das agressões físicas ou psicológicas que vem sofrendo e faça constar no Boletim de Ocorrência (BO) que pretende dar continuidade ao processo, com o objetivo da instauração de inquérito policial. Caso as lesões corporais sejam em partes íntimas, solicitar à Delegada de Plantão a realização de corpo de delito por uma médica no IML.
6) SEPARAÇÃO DE CORPOS
Depois dos procedimentos citados acima, procure um advogado. O especialista entrará com diversas ações: a primeira delas é a separação de corpos, a mesma que Viviane Sarahyba fez com Dado Dolabella, ou seja, o juiz determina que o marido saia imediatamente de casa. Depois, a ação de alimentos para a mulher e os filhos; a ação de guarda e regulamentação de visitas, além de outra de arrolamento de bens e bloqueio da metade de todos os valores existentes nas contas correntes em nome do parceiro. Esse ato é uma ação de divórcio com pedido de partilha.
7) NOVA LEI DO DIVÓRCIO
Com a nova Lei do Divórcio, tal procedimento pode ser requerido de imediato. Aqueles que já possuem a separação judicial não precisam aguardar o período de mais um ano para a separação. Devem ingressar com a medida de divórcio, que será atendida imediatamente. Não existe mais a separação judicial, mas sim o divórcio direto.
8) PARTILHA DE BENS
Após até 30 dias da ação de separação de corpos, é necessária uma ação de divórcio cumulado, com partilha de bens. Diante da sentença do Juízo, será decretado o divórcio e declarada a partilha dos bens, sendo necessária a definição da guarda dos filhos, os alimentos dos mesmos e da ex-mulher. A partir daí, existirá um prazo de pagamento dos alimentos da mulher e da partilha dos bens e valores de direito para cada parte.
9) VISITAS
Se a mãe obteve a guarda dos filhos, no mesmo processo é importante requerer a regulamentação de visitas (se o marido for agressivo é preciso reportar tal fato), para que assim tais visitas sejam monitoradas pela justiça.
10) BRIGAS E OS FILHOS
Casos de briga entre os pais, que ocorrem fatos como fazer chantagem emocional com a criança, causando-lhes medo quando o progenitor vai buscar o filho para visita, ou casos em que a mãe dificulta o encontro entre pai e filho. Tais situações são caracterizadas como alienação parenteral e os infratores respondem desde uma simples advertência até a perda da guarda do filho, sem contar que podem responder em processo cível indenizatório por dano moral.

Uma nova pesquisa publicada no periódico Journal of Abnormal Psychology aponta novos dados sobre a questão do gênero quando o assunto é violência doméstica.

“A intimidação do parceiro pela violência é um assunto de saúde pública”, afirma Zach Walsh, pesquisador da Universidade da Columbia Britânica. “Observar os subtipos de personalidade desses indivíduos que promovem a violência doméstica é um modo importante de aprender como isso acontece e como desenvolver novos meios de reduzir a violência nos relacionamentos.”
Walsh e outros pesquisadores analisaram dados sobre personalidade, características de psicopatia e transtornos mentais colhidos por uma pesquisa feita com mais de 560 indivíduos com histórico de violência doméstica (incluindo homens e mulheres).
“Apesar de tanto homens quanto mulheres terem altos níveis de violência doméstica, poucos estudos focaram as mulheres violentas”, diz Walsh. “Nossos resultados mostram que há similaridades entre esses subtipos de personalidade violenta independentemente do sexo.”
Estudos anteriores indicaram que entre os homens violentos, três subtipos são predominantes, e a pesquisa de Walsh mostrou que essas divisões também servem para as mulheres violentas:
• Indivíduos com traços antissociais também têm relações violentas fora do ambiente doméstico e mostram altos níveis de psicopatia.
• Aqueles com traços disfóricos – sentimentos negativos – possuem altos níveis de ansiedade, depressão e outros tipos de transtornos mentais.
• Pessoas com baixos níveis de transtornos diversos têm personalidades consideradas normais e também dificilmente são violentas fora do relacionamento, o que não as impede de agirem violentamente contra os parceiros ou parceiras.
Os resultados da pesquisa mostram que os indivíduos violentos poderiam ser identificados pelo nível de problemas psiquiátricos ou psicológicos específicos, o que agilizaria o processo de intervenção nesses indivíduos.
A pesquisadora aponta, entretanto, que esse dado não deve ser usado para generalizar que pessoas com transtornos mentais são necessariamente indivíduos com problemas de violência doméstica e os subtipos analisados até então precisam ser analisados mais profundamente antes de se tornarem protocolos de identificação rígidos.
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com informações da University of British Columbia
Um poema em inglês sobre bullying. Leiam com atenção e reflitam. 
É realmente muito forte!
Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou “valentão”) ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. 

Crianças e adolescentes com dificuldades de resolver problemas e falta de traquejo social são as que mais estão em risco de se envolverem em bullying, seja como vítimas ou bullies (aqueles que cometem o ato de bullying). Mas aqueles com problemas acadêmicos são mais propensos a perpetrar a violência. É isso o que diz uma meta-análise apoiada pela Associação Americana de Psicologia (APA).

“É provavelmente a primeira vez que uma pesquisa foca tanto as características individuais quanto as ambientais e que indica a possibilidade de uma criança ou adolescente se tornarem vítimas, bullies ou ambos”, diz Clayton Cook, principal autor do estudo e pesquisador da Universidade Estadual da Louisiana. “Esses grupos compartilham diversas características, mas as respostas são diferentes. Nós esperamos que os resultados nos levem a entender melhor as condições em que o bullying acontece e as consequências que isso pode ter sobre os indivíduos. Queremos desenvolver melhores métodos de prevenção e intervenção para acabar com esse círculo vicioso antes que ele comece.”
Cook e colaboradores da Universidade da Califórnia analisaram mais de 150 estudos feitos nos últimos 30 anos. Entre os dados observados estão alguns que já se sabe: meninos são mais propensos ao bullying que as meninas. Mas também chegaram à conclusão que tanto as vítimas quanto os bullies são, normalmente, indivíduos com habilidades bastante ruins de resolução de problemas no âmbito social. O ponto principal da pesquisa, entretanto, aponta um dado bastante importante: o desempenho acadêmico desses indivíduos pode indicar se eles projetarão sua violência e frustrações em outros indivíduos, se tornando os algozes (ou bullies, no termo técnico).
“O algoz, ou bully, típico é alguém que tem problemas com os outros indivíduos e também vai mal na escola”, diz Cook. “Ele, ou ela, é alguém com atitudes negativas e estereótipos sobre as pessoas ao seu redor, tem um sentimento ruim sobre si mesmo, vem de famílias em que o conflito é constante e em que os pais são ausentes, não gosta do ambiente escolar e é facilmente influenciado pelos amigos e colegas.”
“Já as típicas vítimas são mais agressivas, não têm grande traquejo social, têm pensamentos negativos – provavelmente influenciados pelos familiares – não conseguem resolver problemas do âmbito social com muito sucesso e se sentem rejeitados ou pressionados pelos colegas de escola”, completa Cook.
E há também aqueles que se alternam nos papéis de bullies e vítimas. Além de compartilhar as características de ambos os perfis – não foram treinados para resolver problemas de interação social, são academicamente abaixo da média, isolados ou influenciados negativamente pelos colegas – também se enxergam de forma negativa.
Os estudos analisados pelos pesquisadores variavam suas amostragens de 44 a 26 mil indivíduos, abrangiam idades diversas (dos 3 aos 18 anos), com participantes americanos ou europeus. As pesquisas também cobriam uma vasta gama de detalhes, como dados pessoais, fichas médicas e impressões colhidas entre professores. Também foram colhidos dados por meio de questionários e testes de saúde mental.
Os autores do presente estudo também dizem que exteriorizar sua agressividade ou internalizar os próprios sentimentos era outro fator que podia determinar quem se tornaria algoz e quem tinha tendências a ser vítima da violência. Outros dados interessantes apontam para o fato de que os bullies mais jovens são mais agressivos enquanto aqueles mais velhos têm grande tendência à depressão e ansiedade. Os mais jovens também não ligavam tanto para a opinião dos pares – colegas e amigos – quanto os mais velhos.
A pesquisa aponta também que a maioria dos programas de intervenção foca no afastamento dos bullies dos seus ambientes tradicionais (mudando de classe ou horário na escola, por exemplo). As intervenções mais positivas, entretanto, são aquelas que além de focar os bullies também focavam na conscientização e na intervenção em programas amplos, envolvendo alunos, pais e professores.
“No caso dos pais é importante proporcionar treinamentos que possam ser adaptados ao ambiente do lar, incluindo boas práticas na criação dos filhos. Já os treinos de habilidades sociais poderiam ser propostos pelas escolas, como parte do currículo normal”, finaliza Cook.
com informações da American Psychological Association