DR. RELACIONAMENTO




"ELA NÃO DEIXA NINGUÉM DORMIR!"







"Oi meu nome é Felipe tenho 32 anos, e estou aqui porque to com um problema bem complicado aqui na minha vizinhança.
Minha vizinha que deve ter uns 15 anos fica toda santa madrugada conversando aos berros e gritinhos histéricos na calçada, bem em frente a janela do meu quarto.
Ela bate a porta do prédio várias vezes e fica lá até às 03 horas da manhã ou mais.

Eu tenho que acordar às 4:40 e não consigo dormir direito por causa dos berros dela.
O que eu deveria fazer?

Falar com a mãe dela também é complicado pois a mãe também tem um comportamento "barraqueiro".
Como faço para resolver essa situação, alguém teria alguma sugestão?"

______________________________________

Participe também contando a sua história ou dando conselhos para outros leitores:

drrelacionamendo@gmail.com

Enfoque nas qualidades e omissão dos defeitos


Uma coisa que também vai entrar para a nossa regra dos 'Sete Sinas da Paixão', é que os apaixonados enxergam o mundo através de lentes cor-de-rosa. Há um encantamento e uma fantasiá criada por tudo relacionado ao parceiro, tanto pelos hábitos mais irritantes (que no começo parecem charmosos e bonitinhos), como por aqueles agradáveis. Sendo assim tudo no outro acaba parecendo ser perfeito e lindo.
E é nesse mesmo espaço de tempo que você acaba chegando a conclusão momentânea de que: "- Agora eu realmente encontrei a pessoa ideal para mim, e que me fará feliz!". 
E é assim que ambos mostram e só enxergam suas qualidades e virtudes e, por outro lado, ocultam a maioria dos seus defeitos. É fato que: a paixão é cega, surda e até "emburrece" .





O QUE ELE ESCONDE DE MIM?




"Oi Pessoal, meu nome é Fernanda tenho 26 anos e resolvi escrever pra esse quadro do Dr. Relacionamento porque to precisando muito de uma ajuda.
Bem gente ontem peguei um recado suspeito no orkut do meu namorado.Ele enviou um recado chamando praticamente um amigo dele para sair hoje a noite,o Amigo como resposta disse que estava resolvendo se iria ou não,Resumindo-Eu não vi ele dá resposta de Sim ou Não a ele.Depois no msn vem o meu namorado falando comigo normalmente,rindo,conversando,dai resolvo colocar um verde falando do tal lugar ,ele diz não saber nada do lugar etc,etc..Depois quando vou olhar ele tem apagado o recado que enviou para o amigo,Estranho não?Quem não deve não teme pelo que sei..E depois de 22:30 da noite diz que vai tomar banho durmi,será?? Sera que esse cara ta aprontando mesmo gente??.Beijoss e obrigada!"



______________________________________

Participe também contando a sua história ou dando conselhos para outros leitores:

drrelacionamendo@gmail.com

Para um psiquiatra, avaliar um caso à distância, com poucas informações disponíveis, como o do atirador que invadiu a escola em Realengo, no Rio, é uma tarefa complicada. Mas profissionais ouvidos concordam que as características do caso lembram o de um quadro psicótico.
Pessoas que têm algum tipo de transtorno psicótico, como os esquizofrênicos, costumam apresentar delírios (pensamentos distorcidos, que não condizem com a realidade). “A pessoa pode acreditar que têm alguma missão ou achar que está sendo perseguida, e essa crença invade a mente com uma intensidade que o indivíduo passa a viver em função daquilo”, explica o psiquiatra forense Eduardo Henrique Teixeira, professor da PUC de Campinas.
Outras características comuns na psicose são alucinações (como ouvir vozes ou ver o que não existe), fala e pensamento confusos, tendência ao isolamento e envolvimento com teorias místicas ou religiosas. Teixeira comenta que o transtorno é mais comum em pessoas do sexo masculino e costuma se manifestar na adolescência ou no início da idade adulta. “Muitas vezes a família não percebe porque acha que o comportamento 'é coisa da idade'”, diz.
De acordo com o psiquiatra, o transtorno pode ser deflagrado por algum fato – como um trauma ou uma doença – desde que a pessoa tenha alguma predisposição.
O psiquiatra Sérgio Tamai, da Santa Casa de São Paulo, acrescenta que a esquizofrenia tem componentes genéticos, mas é possível ser portador dos genes envolvidos e nunca manifestar a doença.
Tanto Teixeira quanto Tamai concordam que a carta deixada pelo assassino traz indícios de que se trata de alguém com transtorno psiquiátrico. Mas eles ressaltam que também é preciso considerar a hipótese de uma reação deflagrada pelo uso de drogas, como cocaína e crack.
Embora o caso tenha certa semelhança com os massacres em escolas frequentes nos EUA, Tamai reforça as diferenças: “Lá muitos crimes foram causados por indivíduos populares, com bom rendimento escolar; eram casos que tinham mais relação com bullying e o acesso fácil a armas”, observa.
Violência é exceção
Os psiquiatras também fazem questão de enfatizar que a violência é exceção, e não regra, nos casos de transtorno psicótico. “Os esquizofrênicos, em geral, têm uma postura mais de recolhimento e geralmente não conseguem planejar algo direito”, conta Tamai. Segundo parentes e conhecidos do atirador, o rapaz era calado e interagia pouco.
Em tese defendida na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Teixeira comprova a premissa.  Ele analisou pacientes da Casa de Custódia de Franco da Rocha, em São Paulo, e garante que o grupo de psicóticos que praticam crimes é muito particular. “Se você for analisar estatisticamente, verá que um doente mental não oferece mais risco à sociedade que um cidadão comum”, relata.
Associar transtornos psiquiátricos a violência, aliás, só aumenta o estigma desse tipo de doença e faz com que menos gente incentive um parente com comportamento suspeito a procurar tratamento.
-Carta deixada pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira 

com informações cedidas pelo Uol



A maneira como você reage ao temperamento ou às birras do seu filho de 2 anos de idade pode levá-lo à ansiedade, ao isolamento e a ter comportamentos problemáticos anos mais tarde. Um novo estudo, realizado pela Universidade de Illinois, nos EUA, aponta que o problema pode ser maior se a criança é um menino, que tem uma tendência maior às emoções negativas, tais como raiva e medo.

“As crianças, principalmente os meninos, precisam da ajuda dos pais para trabalhar com estas emoções. Se você punir seu filho por sua raiva ou frustração ou agir como se seus medos fossem bobos ou vergonhosos, ele poderá internalizar estas emoções negativas e isso poderá levá-lo a comportamentos problemáticos conforme ele for ficando mais velho”, diz Nancy McElwain, professora adjunta de desenvolvimento humano da Universidade.
McElwain e a autora do estudo, Jennifer Engle, examinaram os dados recolhidos a partir de observações de 107 crianças que faziam parte de um estudo mais amplo de desenvolvimento social e emocional de crianças e as relações pai-filho.
Quando as crianças tinham 33 meses de idade, os pais deviam informar a frequência com que seus filhos tinham apresentado raiva ou medo no mês anterior. Os pais também foram questionados sobre como eles reagiram às emoções negativas da criança em várias situações hipotéticas.
“Nós investigamos dois tipos de reações parentais às emoções negativas da criança. Um tipo de reação era minimizar as emoções de seus filhos; por exemplo, uma mãe poderia dizer: ‘Pare de se comportar como um bebê’. Outro tipo de reação foi punir a criança por essas emoções. Um pai pode deixar a criança de castigo, mandando para o seu quarto por chorar, ficar triste ou tirar dela algum brinquedo ou privilégio”, explica Jennifer Engle.
Quando as crianças atingiram 39 meses, os pais responderam a questionários sobre os problemas atuais de comportamento da criança.
Mães e pais que puniram mais seus filhos por conta de seus medos e frustrações eram mais propensos a ter crianças ansiosas e isoladas no momento da segunda avaliação. E o efeito foi particularmente acentuado para os meninos que tinham sido identificados como tendo uma alta incidência de emoções negativas aos 33 meses.
“Quando os pais punem seus filhos pequenos porque eles estão irritados ou assustados, as crianças aprendem a esconder as suas emoções. Essas crianças podem se tornar cada vez mais ansiosas quando têm esses sentimentos, porque eles sabem que vão enfrentar consequências negativas”, diz Engle.
As pesquisadoras ficaram especialmente curiosas com a descoberta de que os meninos eram os mais afetados quando não encontravam apoio em momentos de medo ou frustração.
“Em nossa cultura, os meninos são desencorajados a expressar suas emoções. Se você adicionar a essas expectativas culturais a punição dos pais, o resultado pode ser ainda pior”.
Segundo as pesquisadoras, os pais desempenham um papel importante em ajudar as crianças a aprender como regular e expressar suas emoções. Segundo McElwain, o estudo, que reuniu as respostas de mães e pais, contribui para um conjunto crescente de trabalho, que sugere que os pais são importantes nesse processo.
“Quando as crianças estão chateadas, é melhor conversar e tentar ajudá-las a trabalhar suas emoções em vez de enviá-las ao seu quarto, para trabalharem seus sentimentos por conta própria. As crianças, principalmente os meninos, que são propensos a sentir emoções negativas mais intensamente, precisam do seu apoio e conforto quando suas emoções ameaçam esmagá-las”, conclui Engle.
-
com informações da University of Illinois