DR. RELACIONAMENTO


APENAS UMA PESSOA COM UM DESEMPENHO RUIM EM UM GRUPO DE PESSOAS FAZENDO UM TRABALHO CONJUNTO E ORGANIZADO É O SUFICIENTE PARA FAZER QUE A EQUIPE TODA TENHA MAIS DIFICULDADES NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS.
A pesquisa, apresentada à Sociedade Australiana de Psicologia e liderada por Benjamin Walker, da Universidade de New South Wales, examinou o nível de conscienciosidade – um traço de personalidade ligado à autodisciplina, orientação para os deveres e para atingir os objetivos – de um grupo de trabalho e, de certa forma, testou o ditado popular que diz que “é preciso apenas um elo fraco para fazer a corrente quebrar”.
A conscienciosidade tem duas faces: uma delas é a disciplina para atingir um determinado objetivo e outra, ser cuidadoso com o que faz”, explica Walker, cujo estudo envolveu mais de 150 estudantes divididos em 33 grupos.
“Nós descobrimos que apenas uma pessoa que não ajudasse ou apoiasse os companheiros era o suficiente para fazer o time menos satisfeito com a situação e ter um pior desempenho”, diz o pesquisador. Outros tipos de comportamento, como a impulsividade, por exemplo, não impactavam tão negativamente o desempenho do grupo.
Outro ponto observado foi o número de integrantes pouco proativos – que não realizavam adequadamente suas funções – para deixar o grupo menos satisfeito com o que estavam realizando. “O estudo mostrou que apenas uma pessoa fazendo algo com pouca habilidade ou não contribuindo para o grupo tem um grande impacto em todos. Mesmo que outras pessoas estejam fazendo mais do que deveriam, elas não compensam o efeito do ‘elo fraco’ e o grupo não fica mais satisfeito de uma forma em geral”, finaliza Walker
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Australian Psychological Society

TER OPÇÕES PARA ESCOLHER SEMPRE É BOM. MAS A PARTIR DE CERTO NÚMERO DE OPÇÕES AS PESSOAS PODEM NÃO PÔR EM PRÁTICA NENHUM PROCESSO DE DEFINIÇÃO. É ISSO O QUE DIZ UM ESTUDO CONJUNTO FEItO PELA ESCOLA DE NEGÓCIOS DE COLUMBIA E PELA UNIVERSIDADE DE CHICAGO, NOS EUA.
De acordo com os pesquisadores Sheena Iyengar e Emir Kamenica – cujo estudo foi feito com base nos dados colhidos em três experimentos diferentes – ter mais do que aproximadamente dez itens para escolher pode comprometer o processo de julgamento das pessoas.
Iyengar e Kamenica partiram de estudos anteriores que haviam indicado que ao se deparar com muitos itens similares, consumidores tinham grande dificuldade de satisfazer seus desejos de consumo de um produto qualquer. Um dos estudos, publicado no periódico Journal of Public Economics, mostrou que esses consumidores não sabiam objetivamente, ao final de experimentos, por que haviam decidido por um determinado produto.
Para a pesquisa atual, os pesquisadores realizaram jogos de laboratório envolvendo quantias de dinheiro e a possibilidade de ganhar ou perder o dinheiro que tinham em mãos. Esse tipo de experimento envolve opções de risco envolvendo quantias maiores de dinheiro – que podem ou não dar certo – e escolhas menos arriscadas, mas com mais garantias de ganho com quantias menores.
Em um dos jogos os entrevistados podiam optar entre 11 opções de apostas, sendo apenas uma pouco arriscada e de simples entendimento. Outro grupo participou de um experimento similar, mas envolvendo apenas três opções de aposta, com a pouco arriscada entre as opções.
No primeiro grupo, a maioria dos participantes acabou optando mais vezes pela opção menos arriscada, ou seja, a mais simples entre todas as apostas. O grupo com apenas três opções foi mais heterodoxo em suas escolhas.
Um segundo experimento era idêntico ao primeiro, mas a escolha mais simples – uma espécie de “tudo ou nada” – era também a mais arriscada. Novamente aqueles com muitas opções preferiam optar mais vezes por um mecanismo simples de ser compreendido, mesmo que isso implicasse muitos riscos. Nos grupos com menos opções isso foi observado em muito menos intensidade.
Finalmente, os pesquisadores convidaram os participantes a fazer investimentos hipotéticos para sua aposentadoria. Eles ofereceram mais de 400 mil opções divididas em diversos grupos de investimento para seu dinheiro. Mais uma vez as opções mais simples foram escolhidas, em detrimento daquelas com melhores rendimentos, mas complexas.
“Mas uma informação bastante interessante emergiu”, apontam os pesquisadores. “As escolhas mais arriscadas, menos lucrativas, porém mais simples, foram feitas pelos indivíduos com menos de 30 anos ou pelos participantes mais velhos (acima dos 50 anos). Esses dois grupos, por motivos similares ou não, tinham maior dificuldade de lidar com escolhas complexas envolvendo muitas opções”, dizem.
Para eles, os resultados são interessantes para os que queiram lidar com questões sobre psicologia do consumidor ou por aqueles cujo processo decisório é importante para outras pessoas, como gerentes e chefes. “Nesse caso, sugerimos sempre optar por pequenos processos que levem a decisões seguras, a processos complicados que possam induzir à escolha errada.”
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Columbia Business School

A relação entre a gordura corporal da esposa e do marido tem influência na felicidade do casal. Um estudo da Universidade do Tennessee mostrou que quando o índice de massa corporal (IMC) da mulher é menor que o do homem ambos se mostram mais felizes no momento do casamento e após quatro anos. O IMC é um cálculo feito a partir do peso e da altura da pessoa e é utilizado para estimar a gordura corporal.
Os pesquisadores analisaram 165 casais recém-casados e acompanharam os níveis de satisfação pelos primeiros quatro anos de casamento. O IMC mais alto das mulheres estava relacionado a uma maior satisfação delas no início do casamento que diminuiu com o passar do tempo. Para os homens essa situação gerou menor satisfação no início do casamento que não piorou com o passar dos anos.
Independente do peso absoluto do casal, mulheres com IMC menor que o do marido mostraram maior satisfação com o casamento ao longo do tempo, assim como seus maridos. As mulheres iniciaram o casamento com níveis altos de satisfação em todos os casos, mas as que tinham IMC maior que o do marido apresentaram queda mais acentuada na satisfação através dos anos. Já os homens tiveram satisfação inicial maior quando a esposa tinha menor IMC e mantiveram-se satisfeitos nos quatro anos seguintes.
Os pesquisadores concluem que a pressão para as mulheres manterem um peso mais baixo é maior, já que a importância do seu IMC no relacionamento é maior. Os dados mostram que a relação entre o casal e não o peso absoluto que importa, é possível ter mais satisfação no casamento encontrando o parceiro certo.
com informações  UOL

DINHEIRO É ALGO QUE NÃO SAI DE NOSSAS CABEÇAS, AFINAL, É PRECISO SEMPRE TÊ-LO EM MÃOS PARA PAGAR CONTAS, COMPRAR ALGO OU USUFRUIR DA MAIORIA DOS SERVIÇOS QUE USAMOS. E UM ESTUDO PUBLICADO NO PERIÓDICO PSYCHOLOGICAL SCIENCE TENTA ENTENDER OS EFEITOS PSICOLÓGICOS DO DINHEIRO NO COMPORTAMENTO, SENTIMENTOS E EMOÇÕES HUMANAS.

“O conceito de dinheiro ativa dois motivadores nas pessoas: a autonomia e independência pessoal e o nível de intensidade da indiferença interpessoal. E nosso foco foi entender qual dos dois motivadores dominava as pessoas quando o conceito de dinheiro era ativado no cérebro”, diz Ja Liu, da Universidade de Groningen que desenvolveu a pesquisa com Dirk Smeesters da Escola de Negócios de Rotterdam – ambos pesquisadores holandeses – e Kathleen Vohs, da Universidade de Minnesota, nos EUA.
De acordo com os pesquisadores, o que foi observado foi o chamado “mimetismo comportamental”, ou seja, posturas, maneirismos e movimentos motores que as pessoas fazem sem estarem conscientes dos seus atos. Esse comportamento também é chamado de “imitação inconsciente” e permite que as pessoas sintam ou comuniquem uma leve ideia das emoções dos seus companheiros e também se sintam participando da vida emocional dos outros. O mimetismo comportamental está intimamente ligado aos laços afetivos e à empatia.
De acordo com Liu e sua equipe, pesquisas anteriores haviam indicado que se uma pessoa é imitada, em algum nível, por outra próxima, ambas passam a se sentirem mais confortáveis na presença uma da outra do que na presença de outras pessoas com comportamentos diferentes dos seus.
Mas os autores do atual estudo resolveram ir mais fundo nesse conceito. A hipótese inicial era de que a imitação inconsciente poderia, na verdade, afastar as pessoas, especialmente quando o mimetismo envolvia dinheiro.
Para a pesquisa foram aplicados jogos de laboratório – alguns envolvendo movimentação de somas de dinheiro – em mais de 70 estudantes universitários. Em um dos testes, um entrevistador era apresentado como sendo participante dos testes e imitava sutilmente os comportamentos não verbais (gestos, posturas e escolhas) dos outros participantes. Após os testes, os estudantes foram avaliados para seus níveis de sensação de ameaça.
“Os estudos demonstraram que o dinheiro estimulava a sensação de liberdade entre os participantes – que podiam fazer diversas escolhas em alguns testes –, mas quando outro indivíduo mimetizava seus comportamentos, a resposta era inversa: eles se sentiam ameaçados e tendiam a ficar defensivos”, diz Liu.
“Nosso estudo tenta demonstrar como os laços sociais e relações interpessoais podem gerar mal-entendidos a partir de situações relativamente simples. E quando a questão é dinheiro, as pessoas se sentem mais ameaçadas do que confortáveis na presença de pessoas similares. Uma das explicações é porque ser lembrado o tempo todo da quantia de que se tem disponível possa gerar uma sensação de insegurança e consequente desconforto”, finalizam os autores.
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com informações da Association for Psychological Science

A IDEIA DE QUE A ABSTINÊNCIA REDUZ O COMPORTAMENTO SEXUAL DE RISCO – INCLUINDO GRAVIDEZ INDESEJADA E DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS – PODE NÃO SER EXATAMENTE CORRETA, APONTA UM NOVO ESTUDO SOBRE O TEMA.
1196143 40089536 200x300 Abstinência sexual não é efetiva para uma vida sexual mais sadia, indica estudo  A pesquisa, realizada pela Universidade do Sul da Flórida e dirigida por Marina Bornovalova em conjunto com pesquisadores da Universidade do Minnesota e da Universidade do Michigan, procurou testar a hipótese da abstinência como modo de assegurar a saúde sexual em jovens adolescentes. Os resultados, publicados no periódico Psychological Science, parecem não corroborar o que alguns educadores sexuais defendem.
De acordo com Bornovalova, realmente há uma correlação entre iniciação sexual e comportamento sexual de risco (quanto mais tarde se iniciam as relações sexuais, mais tarde esses comportamentos também aparecem). Mas os comportamentos de risco ocorrem, independentemente da idade que se inicie a vida sexual.
Para chegar a essa conclusão os pesquisadores colheram dados de mais de mil pares de gêmeos entrevistados para uma pesquisa longitudinal – de longa duração e feita repetidamente ao longo do tempo – que acompanhou os indivíduos da adolescência até os 24 anos. Em diversos casos, um dos irmãos havia se iniciado sexualmente mais tarde que o outro.
“Após diversas análises, com metodologias diferentes, a conclusão foi similar. Em gêmeos, que compartilham 100% dos genes, ao comparar o início da vida sexual – com até mesmo cinco anos de diferença um do outro – observamos a mesma incidência de comportamentos sexuais de risco ao final do estudo”, diz a pesquisadora.
A combinação para esses comportamentos de risco, sugerem os pesquisadores, pode incluir uma combinação de genética, comportamentos impulsivos e antissociais, assim como fatores ambientais diversos. Então, apenas a abstinência não seria garantia de proteção para uma vida sexual mais saudável.
“Não estamos defendendo a iniciação sexual na juventude. Mas se a ideia é reduzir o comportamento sexual de risco, essa estratégia é bastante falha. Seja lá qual for o indicador ou fator determinante para comportamento sexual de risco, a abstinência não o anula”, finaliza Bornovalova.
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com informações da Association for Psychological Science
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