DR. RELACIONAMENTO

A depressão em crianças na faixa dos 3 anos parece ser real, diz um estudo controverso. O estudo é considerado o primeiro a tratar do assunto, envolvendo crianças de idade pré-escolar, e vai de encontro ao estereótipo de crianças felizes, brincando e sorrindo.
Até pouco tempo atrás as pessoas não prestavam muita atenção nos transtornos depressivos em crianças com idades abaixo dos 6 anos. Achava-se que isso seria impossível, pois as crianças abaixo dessa idade são muito imaturas emocionalmente.
Pesquisadores de vários países que participaram no estudo, como do Canadá, dos EUA, da Irlanda e da França, avaliaram anualmente, mais de 1.700 estudantes da pré-escola. E pelas informações recolhidas, depreenderam que, já com apenas um ano de idade, há indicações de que essas crianças teriam maior risco de desenvolver altos níveis de ansiedade e depressão no futuro. E que pode ter sintomas ainda mais acentuados as crianças cuja as mães apresentam histórico de depressão.   
No estudo também foi concluído que das crianças citadas como depressivas, 64% continuavam deprimidas ou reportaram algum episódio depressivo nos seis meses seguintes ao início do estudo e 40% ainda tinham problemas depois de dois anos. No total, 20% dessas crianças apresentavam quadros depressivos em todos os quatro exames mentais.
Crianças pré-escolares variam seus humores rapidamente, e podem sair de episódios de tristeza para a felicidade quando começam a brincar ou fazer suas atividades diárias.
'As crianças com sintomas depressivos parecem estar tristes mesmo quando brincam ou seus jogos podem incluir temas que envolvem morte ou outros temas sérios. Falta de apetite constante, problemas para dormir e humores agressivos que envolvam bater, chutar ou jogar algo são sinais de possível quadro depressivo' diz Helen Egger, da Universidade de Duke, EUA, psiquiatra que estuda depressão na infância.
Hoje em dia há pouquíssimos estudos na área de psiquiatria infantil sobre o assunto e que a psicoterapia deve ser sempre a primeira opção, para evitar o uso de medicamentos psiquiátricos.

com algumas informações da Duke University


Se há algo que deixa os pais aflitos e apreensivos é o choro constante do seu bebê. Como a capacidade de verbalização e mesmo os reflexos motores não estão desenvolvidos, saber o motivo de um choro vira um jogo de adivinhações. Como saber se aquele choro é ou não de dor?
“O bebê pode chorar por diversos motivos diferentes, então realmente é complicado definir se o que ele está sentindo é algum tipo de dor ou apenas fome, frio, ou alguma condição de desconforto. Nessas horas o que sugerimos, mais do que adivinhação, é fazer uma listagem de possíveis causas do choro e eliminar uma a uma. Caso nada conforte o choro, a possibilidade de ser alguma condição clínica ou uma determinada dor é alta”, explica Gislaine Kmieczik, enfermeira da UTI Neonatal do Hospital Santa Catarina (HSC) e integrante do Grupo de Dor da mesma instituição.
Gislaine lista, em ordem crescente, alguns dos itens que devem ser observados quando a criança chora por muito tempo:
Sinal verde
• Condições relacionadas com conforto
O bebê pode estar reclamando de algo específico: a posição no berço é ruim naquele momento, ele pode querer colo – ou seja, ficar em uma posição mais vertical – ou ainda estar sentindo frio ou, mais frequentemente, calor (pois os pais podem exagerar nas roupas, mesmo em dias quentes). Basta deixá-lo mais confortável e o choro cessa.
• Alimentação
Os bebês se alimentam constantemente a cada 2 ou 3 horas, e esquecer uma refeição ou então uma mudança de um determinado horário e mesmo a falta da mãe durante a alimentação (durante o período de interrupção do aleitamento em que a mãe reassume responsabilidades profissionais, por exemplo) podem causar algum desconforto emocional ou fisiológico nos bebês. Basta começar a ser alimentado que o choro deverá cessar.
Sinal Amarelo
• Alteração do sono
Falta de sono deixa os bebês irritadiços e essa irritação se traduz em choros. Observar se houve alguma alteração no sono noturno ou nas sonecas durante o dia é importante para saber o que pode estar irritando-o. Caso não haja nada fora do comum interrompendo o sono do bebê – como pessoas estranhas na casa ou barulhos diferentes do dia a dia –, é hora de acender o sinal amarelo. Se após dormir o bebê continuar chorando, é bom ficar atento: alguma condição clínica pode estar se instaurando e a alteração do ritmo de sono é decorrência disso.
• Cólicas
Como o trato digestório está se desenvolvendo nos primeiros meses de vida, as cólicas são muito comuns. Um banho, uma compressa de água quente no abdome ou mesmo massagens na barriguinha devem cessar o desconforto.
• Febre
Se há febre, algo está ocorrendo no organismo. Pode ser uma condição passageira – que dure poucas horas –, mas também pode ser uma situação mais complexa. Acompanhe as variações de temperatura e peça auxílio ao pediatra.
Sinal vermelho
• O choro não cessa quando alimentado ou quando se muda a posição dele no berço, o sono não está regulado, há febre e mais nada conforta o bebê, é hora de atenção redobrada. Ele pode estar sentindo alguma dor fora do comum – como alguma inflamação no ouvido, por exemplo – e é bom ligar para o pediatra e confirmar a necessidade de ir ao pronto-socorro infantil mais próximo. “É bom lembrar os pais que não se deve medicar as crianças antes de falar com o pediatra. Só o médico pode indicar esse tipo de intervenção farmacológica”, avisa Gislaine.
Outros sinais que devem ser observados nos bebês que não cessam o choro por algum motivo e que podem estar sofrendo com a dor, de acordo com a especialista:
• Sinais comportamentais
- Rosto contraído ao chorar
- Movimentos constantes dos braços e pernas
- Gemido, mesmo enquanto dorme
• Sinais fisiológicos
- Febre
- Sono que não sai do nível de vigília (não dorme profundamente)
- Respiração mais rápida
- Canseira
- Nível de atividade abaixo do normal
- Mal-estar, falta de apetite
- Frequência cardíaca alta
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O voyeurismo e o exibicionismo são dois aspectos da sexualidade humana que muitas vezes são pouco compreendidos. Os termos, na verdade, se referem a uma ampla gama de comportamentos que podem variar da diversão saudável a crimes proibidos por lei – como o caso de adolescentes de Porto Alegre que fizeram um strip-tease para diversos usuários na plataforma Twitcam.
No contexto do sexo consensual envolvendo adultos, o voyeurismo e o exibicionismo são hábitos normais, que abrem portas para diversas oportunidades eróticas entre os casais, afirmam especialistas. Esse tipo de prática, entretanto, só é preocupante quando não há consenso entre os participantes (incluindo quando um deles não está ciente da prática) ou quando envolvem menores de idade.
No sentido amplo, o voyeurismo se refere a qualquer um que tenha prazer em ver outra pessoa nua ou praticando sexo. Nesse sentido, a grande maioria dos adultos é, de certa forma, um voyeur. E para todas essas pessoas o comportamento é normal e praticamente inofensivo.
Quando essa prática se torna obsessiva e apenas por meio dela se consegue chegar ao orgasmo, é possível considerar a mudança para o comportamento fetichista. O voyeurismo fetichista é outra área que inclui mais uma série de comportamentos, como, por exemplo, shows eróticos individuais – incluindo aqueles envolvendo o próprio parceiro/parceira –, as chamadas “live cams” (uma variação desses shows eróticos, que pode envolver pagamento), além de diversas outras variações.
O voyeurismo, tradicionalmente, envolve um papel passivo no ato sexual, embora alguns voyeurs tenham uma variação dominante, como orquestrar a performance das pessoas à sua frente.
Esse tipo de prática pode chegar a níveis danosos à saúde mental ou psicológica ou problemas com a lei quando o desejo é tão intenso que se torna uma compulsão e o objeto do desejo passa a ser observado sem que haja autorização. Nesses casos, pode haver invasão de privacidade e resultar em um processo criminal.
O exibicionismo, da mesma forma que o voyeurismo, pode variar da diversão ao crime. O impulso de “se mostrar” é, até certo ponto, natural. Usar uma roupa sexy com um decote mais avantajado já é um indício de exibicionismo natural e nem um pouco danoso. Mesmo o processo de sedução do parceiro é uma espécie de exibicionismo com cunho sexual.
E ao contrário do voyeurismo, o exibicionismo, normalmente, é mais agressivo ou dominante. Casais em que cada parceiro tem prazer em uma dessas práticas poderiam ser considerados “ideais”.
O problema envolvendo exibicionismo é quando ele é praticado sem a observação das limitações impostas pela sociedade. Assim como o voyeurismo, é preciso haver consenso entre todos os participantes (em um local público isso seria impossível, por exemplo). Em casos extremos o exibicionista pode ofender seriamente as pessoas e ser preso por comportamento indecente.
No caso de compulsão, os indivíduos praticantes desses dois hábitos precisam de ajuda profissional,como psicólogos e psiquiatras (veja AQUI) e muitas vezes a utilização de intervenções farmacológicas é necessária. Nesses casos, o comportamento tem um viés autodestrutivo, e a depressão, estresse crônico e intenso e outros problemas e transtornos mentais são sublimados por meio desses comportamentos.
Como foi dito, o voyeurismo e o exibicionismo consensual entre adultos são aspectos sexuais envolvendo excitação. E as variações desses comportamentos – de forma saudável e sem ofender ou comprometer a segurança e integridade alheia – são virtualmente ilimitadas.
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com informações da The Health and Science Advisory Board (HSAB)

Quanto mais dependentes financeiramente de suas parceiras, mais os homens tendem a pensar em infidelidade, diz um estudo apresentado no congresso anual da Associação Americana de Sociologia.
“Mas as mulheres economicamente dependentes parecem seguir o caminho inverso: quanto mais dependentes, menos elas são propensas a pensar em se engajar em um caso amoroso fora do relacionamento”, diz Christin Munsch, pesquisador da Universidade de Cornell, EUA, e principal autor do estudo.
De acordo com o estudo, feito com indivíduos entre 18 e 28 anos, casados e que moravam juntos com seus parceiros há mais de um ano, os homens que eram mais dependentes economicamente de suas mulheres (enfrentando um período de desemprego, por exemplo) eram até cinco vezes mais propensos a procurar casos extraconjugais do que homens que tinham os mesmos ganhos das esposas.
A relação entre dependência econômica e infidelidade diminuía quando era levado em consideração o aumento da média de idade, nível educacional mais alto, ganhos econômicos, tendências à religiosidade e satisfação com o relacionamento. “Dessas variáveis, a que mais impactava essa tendência à infidelidade era o nível de satisfação com a relação”, diz Munsch. “Homens infelizes com a relação afirmavam que traíam porque não estavam satisfeitos com o relacionamento, não necessariamente porque ganhavam menos.”
Outro dado curioso foi que homens que ganhavam muito mais que suas parceiras também tinham maior tendência à infidelidade conjugal. “Os dados relativos ao poder econômico podem influenciar negativamente a identidade de gênero dos homens, sendo que eles se vêm como o provedor da família. Mas no outro extremo, homens que ganham o dobro ou mais de dinheiro que as mulheres talvez estejam em um círculo social onde as oportunidades de infidelidade sejam maiores, como turnos mais longos, constância de viagens e mesmo ganhos que possam ser desviados para outras atividades, incluindo a infidelidade”, aponta o pesquisador.
Os dados do estudo apontam que a diferença de salários que menos traz riscos à fidelidade conjugal fica em torno de 75% do salário maior do casal. Os números colhidos por Munsch, entretanto, dizem que esse tipo de atitude não é tão comum quanto se pensa: aproximadamente 3,8% dos homens entrevistados e 1,4% das mulheres afirmaram ter traído seus parceiros nos seis meses anteriores à pesquisa.
O estudo também aponta que as mulheres dependentes economicamente de seus parceiros são até 50% menos propensas à traição. Os números se mantinham mesmo após dados sobre escolaridade, idade, religião e satisfação com o relacionamento serem introduzidos na equação.
“Mulheres que têm ganhos econômicos menores que os maridos parecem não sentirem suas identidades ameaçadas, e isso não causa alterações em seus comportamentos. Além disso, as oportunidades para a traição parecem ser menores, pois há um risco envolvido nesse tipo de atitude”, diz Munsch, que usou dados colhidos por uma pesquisa longitudinal – de ampla amostragem e feita repetidamente – realizada entre 2002 e 2007 e intituladaNational Longitudinal Survey of Youth.
com informações da American Sociological Association

Uma velha piada entre os programadores de computador diz que “Internet is for porn”, ou seja, a única razão da existência da internet é a difusão de um erotismo barato: todo o resto seria apenas decorrência disso. Esse tipo de assunto está disponível em todo tipo de mídia eletrônica e na última década ele ficou acessível a todos, de forma gratuita.

As subdivisões são diversas e nem todas são exatamente saudáveis ou legais. Mas a maioria das pornografias disponíveis não infringe as leis (e como argumentam muitos “basta ficar atento às proibições de idade”). Esse tipo de assunto também tem a capacidade de moldar – ou pelo menos induzir – interesses e comportamentos sexuais, da mesma forma que pode desenvolver consequências negativas nas respostas emocionais, físicas, sociais, espirituais ou mesmo impactar os relacionamentos de jovens e adultos.
Com tanta informação que nos chega cotidianamente, não seria de se espantar que cada vez mais as pessoas perguntem a si mesmas: “Será que eu tenho um problema sexual?”. Talvez sim ou talvez não, mas a resposta dependerá de vários fatores que vão variar de pessoa para pessoa.
Mas em linhas gerais seria útil que você se faça alguns questionamentos e decida se precisa ou não de ajuda e de aconselhamentos de um profissional de saúde mental.
1. A pornografia está atrapalhando sua vida sexual ou sua satisfação com seu parceiro ou parceira?
Não há dúvidas de que a pornografia tem um efeito estimulante na sexualidade. Assistir a certos tipos de vídeo pode trazer novos métodos ou práticas que podem influenciar o sexo, afirmam muitos especialistas. Mas o excesso, entretanto, pode impactar sua vida sexual negativamente.
A pornografia pode, facilmente, se tornar o único foco de prazer ou o objeto primário de seus desejos. Ao confundir a realidade com a fantasia, isso pode levar ao desenvolvimento de um prazer centrado em si mesmo, ou então baseado no voyeurismo (o prazer centrado na observação do ato alheio). Seguramente, Isso pode minar uma relação e caso você esconda essas práticas do parceiro ou parceira, a confiança entre vocês pode ficar abalada, desonesta e afastá-lo(a) de uma relação íntima com mais cumplicidade.
2. A pornografia está afetando sua autoestima ou respeito pelas outras pessoas?
Pornografia é boa se não está fazendo você se sentir ruim consigo mesmo. Certas pessoas podem achar que o que vêm na internet é o modelo ideal de sexo e com isso imaginar que o jeito que se relacionam na cama é insuficiente ou até mesmo errado , ou então que seu corpo está aquém do que se seria esperado. Outras ainda podem perder o desejo pelo parceiro ou parceira de tão acostumadas a se estimular com outras pessoass.
Agir de forma a procurar realizar as fantasias de maneira idêntica ao observado também pode ter consequências negativas. Sexo, afinal, não é como música clássica, não há partitura. Ao contrário, sexo é mais próximo do jazz, em que o improviso muda a música cada vez que se toca.
Se você se sente ansioso(a), depressivo(a), culpado(a), envergonhado(a) ou mesmo isolado(a) e se tudo isso tem, de alguma forma, ligação com o que você vem assistindo ou vendo na internet, talvez seja hora de admitir que algo está errado.
3. A pornografia está interferindo na sua vida, no seu trabalho, na escola ou mesmo fazendo que você perca o sono ou deixe de lado compromissos sociais e familiares?
A pornografia pode ser sim o ponto inicial para novas fantasias, mas algumas pessoas acabam desenvolvendo um comportamento compulsivo por sexo, procurando o prazer pessoal a todo momento e de forma ininterrupta. Esse tipo de atitude pode avançar sobre outras áreas da sua vida, vindo a se constituir em um grave problema e que você também usar para acabar se esquivando de outros problemas por meio desse tipo de comportamento.
Assim como o abuso de álcool e drogas, a pornografia pode agir nos centros de prazer do cérebro. Isso não quer dizer que toda pornografia possa causar vício, ou seja, uma compulsão. Mas se você não consegue viver sem isso e fica irritado e ansioso pela próxima sessão de imagens “quentes”, é bom prestar atenção. Assistir ou ver pornografia eventualmente é uma coisa, mas disponibilizar uma quantidade de horas diárias para isso pode denotar o início claro de um problema.
5. A pornografia pode levar você a ter atitudes arriscadas, perigosas ou mesmo se envolver em atos ilegais?
Não é difícil perder a perspectiva de um problema quando você está no centro de um furacão. Pornografia pode levar a mais pornografia e isso pode se tornar um ciclo sem fim. Ao se sentir “mais interessado em sexo do que os demais”, naturalmente você usará o afastamento de amigos e familiares para procurar mais prazer nesse tipo de assunto, para compensar a sensação de rejeição e pouca afinidade com aqueles que não partilham do mesmo interesse.
Sem um limite e fora de controle, a pornografia pode contribuir para o descontrole de impulsos sexuais e isso rapidamente levar a atos violentos, arriscados ou mesmo ilegais (sem falar no uso descontrolado e associado de álcool e drogas que isso provoca no “rebote”, ou seja, quando se retoma o controle). Portanto, Se você está nessa espiral negativa, a melhor coisa a fazer é admitir que tem problemas e que é preciso procurar ajuda de um profissional de saúde mental.
Um psicólogo pode ajudar você a entender seu problema, desenhar estratégias para lidar com seus impulsos e a fazer escolhas que não causem problemas (psicológicos ou de saúde) para seu parceiro ou parceira, nem para as pessoas ao seu redor.
Não há nada de errado em ver pornografia, desde que isso não comprometa sua vida. E assim como com qualquer prática sexual, é preciso aprender a lidar com os impulsos e sentimentos envolvidos.