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Quando o assunto é traição a polêmica é inevitável. Entre os que pensam que uma atitude dessas não é digna de perdão há sempre os que aceitariam dar uma segunda chance. Pesquisa realizada com 1.279 pessoas da classe média do Rio de Janeiro mostrou que a principal justificativa para a traição feminina é a insatisfação com o parceiro. A autora do estudo é a antropóloga Mirian Goldenberg, autora de vários livros sobre o assunto, entre eles "Por que homens e mulheres traem?".
De acordo com os dados levantados pela especialista, quase a totalidade das mulheres entrevistadas atribuem a culpa ao homem dizendo que faltava amor, romance e atenção. Algumas alegaram ainda vingança e melhora da auto-estima. As respostas dos homens foram completamente diferentes. Simplesmente disseram que traem por instinto, atração física e vocação.
Diante da pergunta "Se você traísse contaria ao seu parceiro/a?", a resposta foi de que apenas 47% das mulheres teriam coragem de assumir que foram infiéis, enquanto que 60% dos homens declarariam a traição. "Para as mulheres a falta de intimidade emocional com os parceiros é uma das maiores barreiras para que elas assumam uma traição, já para os homens seria a falta de compreensão por parte das parceiras", disse a antropóloga.
E quando se fala em perdão os homens são os mais durões. A pesquisa mostrou que apenas 40% deles disseram que perdoariam a parceira numa situação hipotética de traição. Já 80% das mulheres aceitariam seus parceiros de volta. "Essa dureza masculina se deve ao fato de que para os homens a pior situação que existe é se passar por corno", afirma Mirian.
Segundo dados do IBGE um índice de 71% das separações solicitadas por mulheres são motivadas por traição masculina. "Todos esses dados só nos mostram que em relação à infidelidade ainda há um privilégio masculino, já que ele é o único que se percebe e é percebido como sujeito da traição. Enquanto a mulher, mesmo quando trai, continua se percebendo como uma vítima", conclui a antropóloga.
 . Foto: Getty Images Já teve a sensação de que seu parceiro consegue ler sua mente? Isso pode não ser apenas impressão. De acordo com uma pesquisa australiana, alguns casais são tão próximos que seus cérebros começam a funcionar em sincronia, criando uma espécie de sexto sentido.
Para chegar a essa conclusão, Trisha Stratford, da Universidade de Tecnologia de Sydney, estudou o cérebro e os batimentos cardíacos de 30 voluntários durante sessões de terapia.
A profissional identificou um momento em que os cérebros do terapeuta e do paciente começaram a trabalhar em padrões idênticos, o que permite conhecer profundamente os pensamentos e emoções do outro. O jornal Daily Mail informou que os cientistas acreditam que essa ligação se aplique também a amigos e familiares.

E na sua opinião: Isso é possível? 
Será que pode haver uma energia tão forte capaz de criar o poder de fazer com que duas pessoas pensem igual?
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O estresse crônico pode servir de “catalisador” para a progressão do câncer de mama, acelerando significativamente a ampliação da área a ser tratada, diz um estudo da Universidade da Califórnia, EUA, feito com modelos animais e publicado no periódico Cancer Research.
FreeDigitalPhotos.net/jscreationzsOs pesquisadores dizem que o estresse parece reprogramar as células do sistema imunológico que inicialmente combatem o câncer, diminuindo sua eficácia e contribuindo para que o câncer se espalhe por outros órgãos do corpo. O estudo aponta para um crescimento de até 30% no avanço do câncer no corpo de animais estressados, em comparação com grupos controle.
Os resultados indicam a confirmação biológica de uma teoria que já apontava para o efeito do estresse no câncer em humanos. O estudo resultou em um modelo que não só demonstra a velocidade de progressão de um câncer específico, como também detalha as mudanças biológicas ocorridas nas células do sistema imunológico, que pioram o tratamento em certos tipos de câncer e podem fazer que a condição se alastre.
“O que conseguimos demonstrar, pela primeira vez, foi que o estresse crônico pode fazer que as células cancerosas ‘colonizem’ outros órgãos, distantes do foco inicial, graças a essa ação sobre o sistema imunológico”, diz Erica Sloan, principal autora do estudo. “Não só mostramos que isso acontece, como demonstramos como o estresse espalha essa condição pelo corpo.”
“O estudo, entretanto, não afirma que o estresse causa câncer, mas que uma condição crônica de estresse ajuda o câncer a se desenvolver”, pontua Steven Cole, outro pesquisador envolvido no estudo.
Além de documentar todo o processo, os pesquisadores também conseguiram bloquear esses efeitos, diminuindo o nível de estresse dos animais com medicamentos que bloqueavam parte do sistema nervoso responsável pela reprogramação celular dos macrófagos (as células do sistema imunológico). Além disso, rotinas de exercício físico e medicação (no caso de humanos) também podem ajudar na redução desse estresse crônico. Agora os pesquisadores iniciarão os estudos de fase clínica e a partir daí é possível desenvolver um tratamento clínico universal.
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com informações da University of California – Los Angeles
Como proceder em casos agressões físicas dentro de casa, evitando que tal violência acabe em morte como no caso de tantas mulheres assassinadas no Brasil? Qual atitude tomar quando o companheiro não quer assumir a paternidade da criança? E a nova Lei do Divórcio, o que muda a partir de agora. Essas e outras questões são tratadas pelo advogado especializado em direito da família Ângelo Carbone, que decidiu escrever um Manual de Sobrevivência da Mulher.
"A mulher deve ter em mente que o companheiro tem de tratá-la com amor e respeito. Atualmente, não existe mais a figura do 'machão', aquele que faz, manda, acontece, bate, esmurra e impõe medo. O lugar desse tipo de homem é na cadeia", afirmou o advogado. A seguir veja as principais dez dicas para saber como proceder desde a escolha de um advogado, como denunciar um marido agressor tanto física quanto verbalmente ou mesmo para se prevenir ou reivindicar legalmente o que lhe é de direito em caso de separação ou de gravidez sem reconhecimento de paternidade.
1) ADVOGADO
Se você não tiver como arcar com os custos de um advogado, saiba que o Estado coloca um profissional à disposição sem despesas para cuidar do seu caso. Procure o Fórum mais próximo de sua residência e solicite um. Conheça seus direitos e busque justiça.
2) PATERNIDADE
A criança que está no seu útero já tem direitos que podem e devem ser buscados na Justiça. Basta propor uma ação de investigação de paternidade, em prol do filho. A Justiça vai chamar o pai e solicitar o teste de DNA. Em caso positivo e sinalizada a paternidade, o homem tem obrigação de arcar com as despesas de pré-natal, do nascimento e dos alimentos do filho (de 0 aos 24 anos de idade).
3) UNIÃO ESTÁVEL
Para a mulher ter qualquer direito como companheira em uma união estável, é necessária uma escritura do companheiro reconhecendo tal união, ou uma sentença judicial, que nem sempre é rápida. Se uma mulher nessa situação fica viúva, é preciso entrar com reconhecimento de união estável e, se o Juízo da Família negar a liminar, ela deverá aguardar a sentença, muitas vezes por anos, sem ter qualquer direito.
4) CASAMENTO NO CIVIL
O comum é o casamento com comunhão parcial de bens, ou seja: a partir da união, os bens que forem adquiridos pelo casal serão partilhados e, em eventual separação, divididos entre eles (metade para cada um). Em muitos casos, quando o casal já vivia em união estável antes do casamento, é necessário informar, pois caso contrário, todos os bens adquiridos pelo casal anteriormente ao casamento do civil ficam somente para o marido, caso os bens comprados tenham ficado apenas no nome dele e não do casal.
5) AGRESSÕES VERBAIS E FÍSICAS
Compareça a uma Delegacia de Polícia, se possível uma direcionada ao atendimento de mulheres, e narre detalhadamente tudo o que aconteceu. Fale das agressões físicas ou psicológicas que vem sofrendo e faça constar no Boletim de Ocorrência (BO) que pretende dar continuidade ao processo, com o objetivo da instauração de inquérito policial. Caso as lesões corporais sejam em partes íntimas, solicitar à Delegada de Plantão a realização de corpo de delito por uma médica no IML.
6) SEPARAÇÃO DE CORPOS
Depois dos procedimentos citados acima, procure um advogado. O especialista entrará com diversas ações: a primeira delas é a separação de corpos, a mesma que Viviane Sarahyba fez com Dado Dolabella, ou seja, o juiz determina que o marido saia imediatamente de casa. Depois, a ação de alimentos para a mulher e os filhos; a ação de guarda e regulamentação de visitas, além de outra de arrolamento de bens e bloqueio da metade de todos os valores existentes nas contas correntes em nome do parceiro. Esse ato é uma ação de divórcio com pedido de partilha.
7) NOVA LEI DO DIVÓRCIO
Com a nova Lei do Divórcio, tal procedimento pode ser requerido de imediato. Aqueles que já possuem a separação judicial não precisam aguardar o período de mais um ano para a separação. Devem ingressar com a medida de divórcio, que será atendida imediatamente. Não existe mais a separação judicial, mas sim o divórcio direto.
8) PARTILHA DE BENS
Após até 30 dias da ação de separação de corpos, é necessária uma ação de divórcio cumulado, com partilha de bens. Diante da sentença do Juízo, será decretado o divórcio e declarada a partilha dos bens, sendo necessária a definição da guarda dos filhos, os alimentos dos mesmos e da ex-mulher. A partir daí, existirá um prazo de pagamento dos alimentos da mulher e da partilha dos bens e valores de direito para cada parte.
9) VISITAS
Se a mãe obteve a guarda dos filhos, no mesmo processo é importante requerer a regulamentação de visitas (se o marido for agressivo é preciso reportar tal fato), para que assim tais visitas sejam monitoradas pela justiça.
10) BRIGAS E OS FILHOS
Casos de briga entre os pais, que ocorrem fatos como fazer chantagem emocional com a criança, causando-lhes medo quando o progenitor vai buscar o filho para visita, ou casos em que a mãe dificulta o encontro entre pai e filho. Tais situações são caracterizadas como alienação parenteral e os infratores respondem desde uma simples advertência até a perda da guarda do filho, sem contar que podem responder em processo cível indenizatório por dano moral.

A ocitocina é um hormônio que é peça fundamental no comportamento social. Tanto que é também conhecida como o “hormônio do amor”. Aumentar os níveis de ocitocina faz que as pessoas se tornem mais cuidadosas umas com as outras (como é o caso de mães que acabaram de dar à luz e que têm altas concentrações de ocitocina no organismo), faz também com que as pessoas se tornem mais generosas e mais propensas a confiarem umas nas outras.

Mas o aumento dos níveis de oxitocina faz que elas fiquem mais fáceis de serem enganadas? Moïra Mikolajczak, pesquisadora da Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, e sua equipe focaram nessa questão: o quanto a confiança decorrente do aumento da ocitocina era generalizada.
Para o estudo, Mikolajczak recrutou voluntários que recebiam a ocitocina na forma de spray nasal (uma parte, para controle, recebia sprays de placebo). Esses participantes foram então convidados para um jogo de laboratório envolvendo movimentação financeira. No jogo, qualquer quantia de dinheiro compartilhada com outro jogador e poderia ser triplicada em rodadas seguintes. Entretanto, as pessoas podiam escolher entre ficar com a quantia ganha na rodada anterior ou compartilhar com o próximo jogador.
Outro fator importante nesse jogo de laboratório era que os participantes não estavam na mesma sala e os outros jogadores envolviam indivíduos que pareciam mais propensos a sempre compartilhar as somas de dinheiro, pessoas que nunca compartilhavam e sempre ficavam com o dinheiro arrecadado em cada rodada e um um computador, com comportamento errático.
Os resultados, publicados no periódico Psychological Science, mostraram que os voluntários que haviam recebido a ocitocina na forma de spray nasal tinham níveis de confiança em terceiros muito altos, mas especialmente no computador (que alternava entre ficar ou dividir o dinheiro envolvido no jogo) e nos outros parceiros que se demonstravam confiáveis. Com isso, eles aumentavam as quantias compartilhadas em cada rodada. O mesmo comportamento não foi observado naqueles que haviam recebido o placebo.
Mas quando o assunto eram os jogadores pouco confiáveis (aqueles que nunca ou na maioria das vezes não compartilhavam o dinheiro ganho durante a rodada do jogo), estar sob o efeito da ocitocina não induzia à confiança cega. Os participantes sob efeito do hormônio evitavam compartilhar somas de dinheiro com esses indivíduos, assim como aqueles que estavam sob efeito do placebo.
A pesquisa indica que a ocitocina promove um maior nível de confiança nas pessoas, mas esse sentimento não é obtuso e livre de julgamentos: as pessoas continuam a ter uma visão crítica da situação. “A ocitocina não é uma substância mágica, e o nome hormônio do amor talvez não seja a forma mais ideal de denominá-la. Seus efeitos não são diretos e ainda há pontos sobre seu efeito no julgamento que precisam ser mais bem definidos”, dizem os pesquisadores.
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com informações da Psychological Science