DR. RELACIONAMENTO

É preciso ter paciencia e força para deixar a ferida da separação cicatrizar; a "fuga" da realidade não ajuda.



Terminar um namoro de longa data ou por um ponto final em um casamento funciona como um luto. Os sentimentos gerados pela ruptura e o tempo necessário para que a ferida cicatrize devem ser respeitados. Mas não é fácil ter a força e a paciência para isso.
"É totalmente perceptível que algumas pessoas fogem da realidade após o rompimento ou o termino de um relacionamento e entram em um estado de euforia tremendo. Elas tentam buscar rapidamente em outros encontros, em saídas com os amigos ou na atitude de se afundar no trabalho a resposta para o que aconteceu. Porem, mal sabem elas que essas atitudes podem leva-las a outros relacionamento mal sucedidos.”, explica o especialista em relacionamento Dr. Relacionamento.
Esta tal “fuga” da realidade é apenas um dos erros cometidos por quem acaba de se separar. A equipe do Dr. Relacionamento ouviu especialistas no assunto e listou dez ciladas vividas por recém-solteiros. Confira e fique preparado(a) para não cair em nenhuma delas.

10 erros de quem acaba de terminar um relacionamento


1.Desesperar-se para preencher o vazio
Por não terem mais a companhia do ex, algumas pessoas sentem-se na obrigação de preencher este espaço que ficou. “Quando não temos força suficiente para compreender o que aconteceu, podemos optar por esquecer, culpar o outro ou tentar fugir do sofrimento. Há conflitos e muitos sentimentos envolvidos de ambos os lados e a maioria dos pacientes procura compensar a falta da pessoa amada com a procura de outras coisas”, aponta a psicóloga especializada em relacionamentos Wânia Prado. Neste caso, o melhor é saber se respeitar. “Cada um tem o seu tempo de luto e aceitação sobre o que passou. É preciso respeitar esse momento e vivenciá-lo para que, com a experiência, aconteça o autoconhecimento”.
2.Não aceitar o término
O medo da solidão faz com que as pessoas não aceitem que o encanto acabou. “Tem gente que nega o fim porque hesita em aceitar que viveu uma grande ilusão ou em um ‘castelo de sonhos’ durante o relacionamento. Há também quem acredite que, mantendo contato com o ex, a separação será mais fácil, o que nem sempre é verdade. O ideal é que a pessoa aceite o que aconteceu, viva seu tempo de luto e se recupere, para estar pronta e aberta a novos relacionamentos”, comenta Fernando Weikamp, psicanalista e mestre em  psicologia e medicina pela Universidade do Arizona (EUA).
A publicitária Fernanda Bolzan é exemplo de pessoa que já passou por isso. “Errei quando tentei manter a amizade depois de terminar um namoro de cinco anos. Assim, ele demorou muito mais para aceitar a nova realidade e acabei fazendo sofrer alguém que respeito muito e com o qual passei anos muito importantes da vida. Por isso, dou a dica: o ideal é manter a cabeça distante do ex e buscar formas de conhecer e encarar de novo a vida de solteiro. No meu caso, a forma que encontrei de me recuperar do choque foi fugir da rotina. Fiz um cruzeiro com duas amigas. Foi bom, porque entendi que tinha acabado e me distraí.”
3.Perder o controle financeiro
Depois do rompimento, a maioria das pessoas começa a viver uma crise de emoções e coloca razão de lado. “O indivíduo fica mais emocional que racional. O desconhecimento na essência de seu próprio parceiro ou parceira o frustra de uma maneira que bloqueia toda a importância do resto. Muitas das vezes, julgamos ter encontrado nossa alma gêmea, mas, aos poucos, descobrimos que criamos um cenário na imaginação, perfeito para favorecer nossos gostos e desejos”, diagnostica Fernando. O melhor é deixar de faz-de-conta e voltar à realidade – especialmente à do crédito do cartão.
4.Acabar com a autoestima
“Autoestima é o valor que você se dá. Repito: é o valor que VOCÊ se dá. Portanto, se você se acha inteligente, belo, esperto, criativo, compassivo, competente e leva um pé no traseiro, você continua com todas as suas qualidades, sim! Não importa o fato, você sempre será maior que o outro se de fato se amar”, comenta a publicitária, jornalista e escritora Gisela Rao, autora do livro "Não Comi. Não Rezei. Mas Me Amei" (Matrix Editora) e do Blog Vigilantes da Autoestima, que destaca este como um dos maiores erros após o fim de um relacionamento. “Separar-se não deixa você menos engraçado, elegante, etc. - e isso serve para homens e mulheres. Não deu certo porque não tinha que dar. Bola pra frente.”
5.Bloquear-se sexualmente
Por estar intimamente ligado ao afeto, o apetite sexual pode sofrer após a separação. “Algumas pessoas vivem tanto tempo presas em um relacionamento que, quando ele termina, bloqueiam-se. Atendo muitas mulheres que acham que nunca mais ficarão nuas diante de um novo parceiro. Mas esse bloqueio está ligado a diversas questões: como terminou esse casamento ou namoro, qual a idade da mulher e homem envolvidos e o motivo da separação. A maioria das mulheres sente-se mais frustrada; ficam desiludidas e com a sensação de que investiram em algo que não deu certo. Homens são mais práticos quando o assunto é sexo, enquanto as mulheres associam o ato ao lado emocional”, explica Ana Zampieri.
6.Liberar demais a sexualidade
Há também quem pegue a estrada contrária ao erro anterior e acaba exagerando na cama. “Na tentativa de provar para o ex que ainda é desejado, há quem entre em um ciclo de troca de parceiros. Neste caso, perceber que há o interesse do outro é mais importante que o ato em si. Os homens querem provar que ainda são viris. Já as mulheres o fazem como forma de protesto e grito de liberdade às regras do antigo relacionamento. Mesmo assim, procuram ter alguma bagagem emocional para que o interesse evolua para o sexo. O perigo é que, uma hora, essa pessoa vai entender que tem diversos parceiros na cama, mas nenhum na vida real. O choque de descobrir isso pode levá-la a uma depressão maior ainda.”
7.Emendar um relacionamento em outro
Correr atrás de outro relacionamento imediatamente, sem analisar o que aconteceu para que o anterior chegasse ao fim, é um dos equívocos mais comuns entre os recém-solteiros. “Isso é uma perda de oportunidade. Quando não nos damos um tempo para vivenciar a situação com mais profundidade, deixamos de aproveitar a chance de nos conhecer melhor. No fundo, sentir carência é ter falta de si mesmo, de se conhecer melhor antes de se entregar novamente a outra pessoa”, explica Wânia Prado. Fora que, com a pressa de arrumar outro amor, a pessoa não é capaz de avaliar direito o novo pretendente. Assim, é fácil dar errado de novo.
8.Confundir a sensação de liberdade
“Tem gente que se separa e tem a ilusão de que vai preencher o vazio que sente por meio de diversão – e confunde ‘liberdade’ com ‘libertinagem’. Mas depois, quando a ficha cai, a dor é muito maior. Não adianta tentar fugir de si mesmo nem de suas dúvidas e anseios. O ideal é parar e se dar um tempo para poder analisar tudo o que aconteceu e recuperar forças para seguir em frente”, explica Ana.
Quem assume que cometeu este erro é o empresário Leandro Alves de Morais. No terceiro casamento e pai de seis filhos, ele aponta esta confusão como uma das grandes ciladas pós-rompimento. “Você acha que vai fazer tudo o que não fazia quando estava casado: sair todas as noites, conhecer muita gente diferente e aproveitar a liberdade. Mas, na prática, não é exatamente assim que as coisas acontecem. Quando começa a reatar as amizades de solteiro, você percebe que as coisas, os lugares e os seus amigos mudaram. Tudo evoluiu e quem não se desenvolveu foi você, já que seus pensamentos e conceitos de liberdade ficaram estagnados. Adequar-se a esta nova realidade é frustrante. Você então descobre que a felicidade é construída diariamente e que dá para escolher o que é mais importante e tem prioridade em sua vida.”
9.Arranjar um relacionamento virtual
Já que o namoro real não deu certo, tem gente que mergulha na internet para tentar compensar a carência. Até aí, tudo bem. Mas o ambiente virtual pede cuidado. “Nas redes sociais, homens e mulheres criam perfis que, na maioria das vezes, não são. Distorcem suas identidades: descrevem-se como o que gostariam de ser para conquistar pessoas (que também podem estar fazendo o mesmo). As pessoas se iludem por trás de uma tela de computador, já que essa é uma atitude de defesa: a de não se expor pessoalmente para evitar a rejeição, por exemplo. É preciso ter muito cuidado ao investir em relacionamentos desse tipo depois de uma separação. Até porque não se pode viver só em um desses mundos – virtual e real. É preciso saber dosar os dois, sempre”, opina Fernando Weikamp.
10.Achar que o mundo acabou
A falta do outro não pode se traduzir em solidão e desespero. “Esse é um dos erros mais comuns: achar que precisa do outro para respirar. É um comportamento de autodepreciação. As pessoas precisam entender que o outro não pode ser o seu universo, e sim apenas um planeta dele. A maioria das pessoas relaciona a felicidade a laços afetivos e faz disso uma muleta emocional perigosa. A solidão remete ao vazio existencial, e é preciso entender esse vazio como uma grande sensação de desamparo e não pertencimento. Quando nos separamos pensamos: ‘não pertenço mais ao grupo dos que têm alguém e são felizes no amor’ e isso dói. É preciso enxergar essa cilada e pular fora antes mesmo que ela nos ameace”, fala Gisela.


Uma reportagem do periódico The Daily mostra que vários casais americanos estão recorrendo à ocitocina, conhecido como “hormônio do amor”, para recuperar suas relações desgastadas pelo tempo e pela falta de libido.
O hormônio estaria sendo vendido como uma espécie de Viagra para homens e mulheres com a promessa de aumentar o desejo e a intensidade dos orgasmos. O comerciante Danny Saul, de 48 anos, ouvido pela reportagem, disse ter experimentado os efeitos positivos depois que passou a ingerir ocitocina. Além de spray, agora o hormônio é vendido em gotas nos Estados Unidos.
A repórter do jornal também experimentou o tratamento e contou o resultado para os leitores. Disse que se sentiu mais sociável e pensou mais em sexo.
A ocitocina, os pesquisadores já sabem, age na hora do parto e estimula a secreção de prolactina, hormônio ligado à produção do leite materno. E, estudos sugerem, pode estar envolvida na criação de laços entre os pais e as crianças. Mas a ciência ainda está longe de comprovar qualquer relação entre a ingestão do hormônio e o desempenho sexual.
“Há estudos experimentais, com animais, sobre os efeitos da ocitocina”, diz a médica Dolores Pardini, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) especializada em menopausa. “Mas não existe nenhum embasamento científico para esse uso.”
Os estudos são tão incipientes que o hormônio nem foi citado no último congresso mundial sobre menopausa, em Roma, de que a médica participou. Se ele realmente aumentasse a libido – uma queixa frequente de mulheres que passaram pela menopausa –, certamente seria um dos tópicos do evento.
Para Dolores, que também é diretora do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, pode acontecer com a ocitocina o mesmo que ocorreu com outro hormônio, o DHEA. Há quinze anos, o DHEA começou a ser vendido como “elixir da juventude”, com a promessa de retardar o envelhecimento. Hoje, muitos anos e vários estudos depois, os cientistas não conseguiram encontrar uma relação significativa entre a substância e o rejuvenescimento. O DHEA, além de não melhorar a libido, como se dizia, ainda pode causar perda óssea – um risco para as mulheres de meia-idade. “Quando não há estudos suficientes, o risco pode ser maior do que o benefício”, diz Dolores Pardini.
Enquanto o DHEA não é vendido no Brasil, porque não foi aprovado pela Anvisa, a ocitocina pode ser encontrada nas farmácias. Mas seu uso só é indicado pelos médicos para estimular a lactação – não para melhorar o desempenho sexual de ninguém.
Sem estudos que comprovem os efeitos da ocitocina sobre o sexo, o mais provável é que a jornalista e o comerciante citado pelo Daily tenham sentido a melhora devido ao famoso efeito placebo – em que o paciente se sente melhor apenas por acreditar que o remédio funciona. Ainda mais no caso da qualidade da vida sexual, que depende muito das condições psicológicas dos envolvidos.
Uma boa conversa entre o casal, bom humor para tentar (de novo, e de novo) e, se for o caso, uma consulta com o médico parecem ser maneiras mais eficientes – e menos arriscadas – de melhorar uma vida sexual desgastada.




com informações THE  DAILY
Assim que chegou em sua nova casa, Maria sentiu um aperto no coração e começou a chorar. (Capítulo 4)

'Um gordo de sobrancelhas grossas me esperava no saguão do aeroporto. Tinha na mão uma placa de papelão com meu nome. Cumprimentou-me de cara fechada. "Eu me chamo Benito. Vamos!", disse, seco. 
Fazia um frio desgraçado em Lisboa. Ainda bem que tinha levado um casaco bem grosso. O céu nublado e o ar de poucos amigos daquele desconhecido me deixaram preocupada... e triste. "Será que fiz a coisa certa?", pensei, enquanto olhava ao redor. 
Após 20 minutos, Benito parou na frente de uma casa de pintura descascada, decadente. Tocou a campainha e uma loira apareceu. Ela olhou para o carro, me viu e entregou a ele um envelope. O gorducho me mandou descer; eu nunca mais o veria na vida. 
"Maria, posso ver seu passaporte?", foi a primeira coisa que ela me disse. Entreguei o documento, ainda assustada com tudo aquilo. Ela sorriu. "Vou lhe mostrar seu quarto", murmurou, guardando o passaporte no seu casaco. "Ah, meu nome é Rosa e também sou brasileira...", falou, enquanto subíamos uma escada de madeira velha. 
O cheiro de mofo que imperava naqueles cômodos também reinava em meu novo quarto. Pequeno, com uma minúscula janela e sem tapetes: esse era o lugar onde eu passaria a dormir por tempo indeterminado. 
"Tome um banho e descanse. Vou preparar algo para você comer. Suas colegas de trabalho devem chegar por volta das 21h.Vocês irão juntas para a boate!", falou, duramente. Resolvi tomar alguma atitude. "Dona Rosa, vou dançar de que horas a que horas? É funk, axé, essas coisas...?", perguntei. 
Num sorriso irônico, ela mostrou seus dentes amarelados de nicotina. "Pode-se dizer que sim, menina. Você vai ver na hora...", devolveu. Com muita vergonha, perguntei-lhe sobre o salário que haviam me prometido no Brasil. "Maria, você mal chegou e já quer saber tudo? Calma, filha!", disse, fechando a porta do quarto. 
Agarrei o travesseiro e comecei a chorar. Pensei em mamãe e na minha família passando necessidade no Nordeste. "Vou conseguir, mãinha, vou conseguir...", repeti, até desabar num sono profundo. Despertei com batidas na porta. Dona Rosa entrou de repente, com um prato de sopa. "Jante e desça, pois as meninas já estão te esperando. Ah, não se preocupe com roupa, seu figurino está lá na boate...", falou antes de me dar as costas. 
Devorei a minha primeira refeição em solo europeu: não era gostosa, mas minha fome ignorou isso. Ao descer, vi três garotas. Elas pareciam tristes. "Oi, Maria...", disseram em coro. Pelo sotaque, percebi que eram brasileiras. Aos poucos, me enturmei com Gilda, Rita e Teresa. Assim como eu, vinham de famílias humildes. Pegamos um táxi com Dona Rosa e fomos para a boate Star. 
Lá dentro, muitos espelhos, tapete vermelho e um poste no meio do palco. "É nele que você vai dançar, Maria!", apontou Dona Rosa. "Chama-se pole dance, mas não importa se você não sabe o que é. Apenas segure nele e rebole para nossos clientes!", resumiu. "E esse é seu 'uniforme de trabalho'...", ironizou a malvada, segurando um minúsculo biquíni prateado entre os dedos.'

CAPÍTULOS DO CONTO - ESCRAVA DA ILUSÃO:



  • Capítulo 1 - Escrava da Ilusão
  • Capítulo 2 - Maria conhece D. Alba
  • Capítulo 3 - A moça embarca para Portugal
  • Capítulo 4 - Maria é recebida com hostilidade em Portugal
  • Capítulo 5 - A dançarina sai com um rapaz
  • Capítulo 6 - Maria foge do pais
  • Capítulo final - Maria volta ao Brasil


  • Invista no sexo inovando nas carícias e recupere o prazer com seu parceiro


    Use a criatividade e deixe que ele explore seu corpo
    Foto: Thinkstock
    O sexo era espontâneo, animado, quente. Aí, o tempo passou e as coisas mudaram. Se você sente falta daquele fogo entre vocês saiba como reanimar suas noites de sexo e reinventar o seu prazer.

    Criativa

    Quer trazer mais agitação para os lençóis? Explore o corpo dele da cabeça aos pés - mas pule as partes calientes. Lentamente, tire as roupas dele e toque-o suavemente por cinco minutos: nas costas, na parte interna da coxa, no tórax... Para deixar o exercício ainda melhor, prenda as mãos dele na cama e, se preferir, vende os olhos do amado.
    Depois de cinco minutos, peça a ele que faça o mesmo com você. "Pequenas provocações estimulam o casal a querer se tocar, se pegar, se beijar. O exercício de se redescobrir resgata o tesão que existia no começo do relacionamento e apimenta o prazer na cama", explica a psicóloga Arlete Gavranic, do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática (Isexp), em São Paulo.

    Longa

    Para fazer uma noite de amor durar mais do que uma largada de Fórmula 1 é preciso criar expectativa. Se vocês só se encontram nos finais de semana, comece a dividir com ele as suas vontades na quarta-feira. Além de fazer com que ele pense em você a semana toda, aumenta a saudade e as chances de a transa durar a noite toda.

    Tenha também em mãos alguns acessórios indispensáveis, como um gel de massagem e um anel peniano, que ajudam a prolongar a ereção. O anel peniano é duplamente prazeroso: enquanto retarda a ejaculação do parceiro, estimula o seu clitóris durante a penetração. É prazer garantido até o amanhecer!

    Picante

    O tesão funciona de forma simples: tem um botão on e off. E um elogio, feito na hora certa, acende qualquer transa. E que tal tomar a iniciativa e propor coisas novas, ousadas? Valem fantasias, fetiches, dirty talk. Muitas vezes, não arriscamos fugir do convencional por receio da reação do outro. Quer experimentar sexo anal? Bondage? Ménage? Sugira! Você pode se surpreender com a resposta dele. E os dois saem ganhando.

    Intensa

    O primeiro passo para conseguir noites de sexo alucinantes é saber que nenhum casal transa todos os dias. "A não ser que vocês tenham uma disposição fora do comum, o mais normal é fazer sexo até três vezes por semana. Quando o sexo não é uma obrigação, as transas têm mais ânimo, qualidade, carinho e desejo", diz Arlete.
    "Sexo alucinante precisa de espontaneidade. Que tal pular o almoço numa terça-feira qualquer para encontrar seu amor num motel? Ou acordá-lo dando beijinhos por todo o corpo? Quanto mais descontraído for o namoro, maior a possibilidade de ter uma vida sexual intensa", diz Arlete. Tire os sex toys do armário, a lingerie da gaveta e experimente posições diferentes. A noite será inesquecível...

    Maria foi para a Europa sozinha e sem grana. Começa agora o terceiro capítulo. (Capítulo 3)


    'Numa sala minúscula, a velha me fez desfilar. Enquanto isso, anotava todas as minhas medidas. As que eu não sabia, ela mesma checava com uma fita métrica. Não gostei nada do jeito como me apalpava, mas engoli em seco. Mesmo assim, estava empolgada com a ideia de morar fora do país e muito disposta a bancar aquele sonho. 
    Quando, finalmente, perguntei do que se tratava o trabalho, a mulher acendeu um cigarro e sacou um riso sarcástico de seus lábios cobertos por batom vermelho reluzente. "Querida, você vai trabalhar numa boate como dançarina. Tudo o que terá que fazer é dançar... e só!", respondeu, olhando firme nos meus olhos. Então, se aproximou novamente de mim, a uma distância que me incomodou. "Você gosta de funk, samba ou axé?, falou, de repente. Eu disse que ouvia músicas desses gêneros, mas que não sabia direito como dançá-las. "Você vai aprender tudinho lá!", devolveu. 
    Quando contei à D. Alba sobre o novo emprego, ela me olhou preocupada. "Maria, essas coisas não são boas! Trabalhar longe de casa e com gente desconhecida pode ser perigoso, filha!", aconselhou. Ela tinha razão, mas eu não queria mais ser doméstica. Naquela noite, decidi: nada me impediria de viajar. No outro dia, voltei ao escritório para assinar os papéis. 
    Nas semanas seguintes, entreguei documentos e algumas fotos 3 x 4. Um rapaz com cara de poucos amigos pegou os papéis e apareceu três dias depois com meu passaporte. Tudo acontecia muito rápido e eu me sentia estranha: ao mesmo tempo em que queria muito ir, estava amedrontada. 
    "Maria, você embarca amanhã para Portugal. O Jorge, o rapaz que pegou seus documentos, irá levá-la ao aeroporto. Em Lisboa, um senhor chamado Benito irá recebê-la no desembarque!", falou. 
    No meu último encontro com a agenciadora, ela me deu instruções do que devia falar na imigração e até como me vestir para não ter problemas na entrada do país. Tudo parecia correto; só um detalhe me chamou a atenção: eles não tinham me dado dinheiro algum como adiantamento. "O Benito cuidará disso lá: da grana, do alojamento, de tudo...", disse a velha com certa ironia. 
    Enquanto entrava pela primeira vez num avião, só pensava em mamãe. Tinha certeza de que ganharia muito dinheiro e mandaria para ela lá nos confins do sertão. Meu sucesso também a faria perdoar minha fuga. Trêmula, sentei na poltrona, ainda sem acreditar no que estava acontecendo. 
    Muito tempo depois, abri meus olhos. Uma aeromoça me chacoalhava de modo grosseiro. Apontou para o corredor e vi todos saindo do avião: havíamos aterrissado em Lisboa! Lentamente, saí da aeronave e fiz tudo o que me foi orientado. Na imigração, o guarda me secou da cabeça aos pés, mas, ao ler a carta que eu havia levado, logo me liberou. Antes, porém, comentou baixinho com o colega do balcão: "Outra vagabunda brasileira a ganhar dinheiro em nossas terras!". Aquilo me fez chorar pela primeira vez em solo europeu. As primeiras de muitas lágrimas que deixaria naquele país. '

    CAPÍTULOS DO CONTO - ESCRAVA DA ILUSÃO:



  • Capítulo 1 - Escrava da Ilusão
  • Capítulo 2 - Maria conhece D. Alba
  • Capítulo 3 - A moça embarca para Portugal
  • Capítulo 4 - Maria é recebida com hostilidade em Portugal
  • Capítulo 5 - A dançarina sai com um rapaz
  • Capítulo 6 - Maria foge do pais
  • Capítulo final - Maria volta ao Brasil