DR. RELACIONAMENTO


A bissexualidade está na mídia
Atualmente sabemos muito mais sobre a bissexualidade, o que pode dar a falsa impressão de aumento no número de casos. Para os especialistas, não existe esta intensificação no número de casos. O que existe é maior recorrência sobre o tema. "O que ocorre é que estamos falando mais sobre o assunto, desta forma há mais experimentação das possibilidades sexuais e aparente aumento da homossexualidade e bissexualidade", pondera a terapeuta Franciele Minotto. As pessoas têm exteriorizado mais esta condição também porque a mídia tem mostrado mais. "Tudo que é explorado pela mídia torna-se algo valoroso, perdendo os ares de marginalização, permitindo maior aceitação social e mesmo individual", explica.
Na medida em que aparecem casos na mídia de pessoas famosas que são bissexuais, ser flex já não causa tanto espanto. Mais pessoas vão criando coragem e assumindo a nova orientação sexual, pelo menos entre amigos e familiares. A cantora Ana Carolina e a atriz Cláudia Jimenez já afirmaram suas preferências. O vozeirão de Ana disse para quem quisesse ouvir a sua condição bissexual, já Cláudia engatou um namoro heterossexual, depois de dez anos de relacionamento com a personal trainer Stella Torreão.
Rodrigo Rosistolato concorda. "A sociedade contemporânea tem valorizado a livre expressão de identidades sexuais, o que faz com que as pessoas estejam mais seguras para declararem publicamente sua opção sexual. Por isso, em alguns casos, a sociedade tem a impressão de estar percebendo um aumento da pluralidade de performances sexuais. O que ocorre, de fato, é a ampliação da visibilidade de performances sexuais que, até pouco tempo, eram mantidas invisíveis", afirma o sociólogo.
Segundo um estudo realizado pela Universidade de Utah, a bissexualidade entre as mulheres não é uma fase transitória. A pesquisa, dirigida por Lisa Diamond e publicada pela revista "Developmental Psychology", da Associação de Psicologia dos Estados Unidos no início de 2008, acompanhou 79 mulheres não heterossexuais durante dez anos. De acordo com Lisa, as mulheres continuam sentindo-se atraídas por ambos os sexos ao longo do tempo e mesmo as que se rotulam como lésbicas freqüentemente se sentem atraídas por homens. Dessa forma, a autora do estudo concluiu que a pesquisa sobre orientações sexuais avançou significativamente nos últimos 20 anos, mas que a bissexualidade ainda é muito mal investigada.
com informações Developmental Psychology

Ex-modelo britânica Catherine abandonou a carreira para se dedicar a Deus.

A cada ano na Grã-Bretanha, um número pequeno mas cada vez maior de jovens mulheres está deixando para trás suas carreiras, namorados e posses para se dedicar totalmente à religião.
Catherine disse à BBC que se considera uma típica menina britânica, que gosta de ser mimada. Com muitas das suas amigas, a jovem de 25 anos passou os últimos anos viajando, fazendo festas e estudando para ganhar um diploma em Letras pela universidade King's College de Londres.
Ela também trabalhou como modelo, mas esse tipo de experiência, segundo ela, não trouxe a satisfação que buscava. Catherine decidiu dedicar sua vida a Deus e virar freira, um desejo que ela tinha desde os quatro anos de idade.
"Eu fui a castings e eles sempre queriam que eu fizesse desfiles de passarela", afirma Catherine. "Eu lembro que depois de receber meu primeiro cachê eu fui para casa e me senti muito vazia. Eu pensava: 'é só isso?' Não era tão bom quanto eu imaginava que seria."
"Eu adoro as pessoas e adoro me divertir, mas isso não é tudo na vida."

Matrimônio e maternidade

Catherine tem frequentado o mosteiro de St. Dominic, em New Forest, no sul da Inglaterra, que recebe visitantes e oferece retiros espirituais. Ela pensa em virar freira, mas está tendo dificuldades para conseguir tomar a decisão de se entregar totalmente à vocação.
No ano passado, apenas 20 mulheres estavam se preparando para virar freiras na Grã-Bretanha, segundo a entidade Conference of Religious, que representa a maioria das comunidades religiosas do país. Destas, 14 tinham entre 20 e 40 anos. Nos últimos cinco anos, o número de mulheres com menos de 40 anos se preparando para virar freiras aumentou de 42% para 70%, segundo dados oficiais.
As irmãs dominicanas em St. Dominic passam a maior parte dos seus dias rezando. Elas também saem do convento para espalhar a palavra de Deus.
O principal fator que tem impedido Catherine de se dedicar totalmente à vocação é o sentimento de que ela terá de abrir mão do prazer do matrimônio e da maternidade.
"Se você é romântica e realmente gosta do sexo oposto, você gostaria de casar, e isso é um sacrifício de verdade", afirma Catherine.

"Eu me sinto dividida, puxada em duas direções opostas. Me disseram que eu seria uma boa esposa e mãe, e eu adoraria isso, se for isso que Deus quer. Eu tenho rezado pedindo: 'me dê mais desejo para uma coisa do que a outra, para eu entender qual é o meu chamado'."
"Bebedeiras, namorados e festas"
O priorado de St. Dominic recebe novas irmãs uma vez por ano, e a organização precisa se certificar de que todas as novatas se adaptarão bem à sua comunidade.
A irmã Hyacinthe cuida das jovens que estão interessadas em virar freiras.
"Não existem parâmetros definidos para pessoas que querem virar freiras e se encaixam na vocação", diz ela. "As jovens que vêm aqui vivem uma vida normal, com bebedeiras, namorados e festas. Elas geralmente já tiveram isso, ou ainda estão vivendo isso, e ainda assim elas buscam algo a mais."
Catherine tinha esperanças de se juntar à organização ainda neste ano, mas as irmãs de St. Dominic recomendaram que ela espere mais um tempo, até ter certeza absoluta da sua vocação.
"Nós esperamos e rezamos para que ela volte", diz a irmã Hyacinthe. "Também é um teste. Ela realmente quer se juntar a nós, mas será que ela vai querer isso daqui a seis meses? Se não quiser, isso será um bom sinal para nós de que não era para ser. Precisa ser uma decisão que venha acima de todas as outras opções que o mundo oferece."
Por ora, Catherine está estudando na escola católica de evangelização de Londres e diz estar "gostando da viagem".
"Pode ser frustrante não saber sempre o que o futuro trará", diz ela. "Mas não se pode entrar se não estiver com 100% de certeza. Nunca fui uma pessoa paciente, e Deus está me ensinando a ser paciente."
com informações BBC
EUA: Mãos queimadas e depois congeladas. Pequenas agulhas sendo enfiadas embaixo das unhas. Sessões de eletrochoque. Tudo isso enquanto um vídeo exibia cenas de sexo explícito entre homens.

Samuel Brinton tinha apenas 12 anos quando foi submetido a uma sessão de ‘cura’ na igreja batista norte-americana após ter contado ao pai, um pastor do interior do estado de Iowa, que sentia atração pelo melhor amigo.

O jovem, hoje com 23 anos e estudando engenharia nuclear no conceituado MIT (Massachussets Institute of Technology), contou sua história em uma série de entrevistas sobre a realidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais nos EUA, que já foi visto dezenas de milhares de vezes na internet.

Em seu perfil no twitter, Brinton diz que quer usar o seu exemplo para que outras pessoas possam ter uma escolha que ele não teve.

No vídeo, ele conta que apanhou tantas vezes do pai e com tamanha violência que chegou a ser levado diversas vezes à emergências de hospitais, onde dizia que havia “caído da escada”.

A tortura no ritual da igreja batista não era apenas física. Seus pais chegaram a dizer ao menino que ele tinha Aids e que era o último gay dos EUA, uma vez que o governo teria exterminado todos os outros.




Depois de meses de tortura, ele disse ter considerado o suicídio, subindo no telhado da casa onde morava. Sua mãe, que também apoiava a tentativa de “conversão”, tentou dissuadi-lo dizendo: “Eu vou te amar de novo, mas só se você mudar.”

Brinton acabou descendo do telhado e convenceu os pais de que havia “mudado” até sair de casa para ir à faculdade. Quando resolveu assumir sua orientação sexual e voltar para casa, encontrou suas coisas todas na rua. O pai ameaçou matá-lo se ele tentasse contato novamente.

“Na última vez, ele disse que atiraria em mim se eu tentasse entrar em casa de novo”.



Com informações do Daily Mail e do Huffington Post
O Roda Viva é um programa de entrevistas que existe desde 1986, quando a democracia engatinhava após o regime militar e a TV Cultura abriu um espaço para um programa que sempre será atual. Entre tantas entrevistas geniais, a equipe do Dr. Relacionamento recomenda a vocês a da psicanalista Dr. Regina Navarro.



No debate, ela abordou assuntos como casamento, bissexualidade, além de outros temas que envolvem amor e sexo. 
A psicanalista também aproveitou para defender o casamento, mas com ressalvas. ' Um casamento pode ser ótimo, mas as pessoas precisam reformular as expectativas que alimentam sobre a vida a dois.' teoriza ela, que já foi casada três vezes.

Assista o programa e aprenda tudo sobre casamento, relacionamento e, amor e sexo.













Uma verdade é que todo mundo já traiu em algum momento da vida, nem que tenha sido só em pensamento. E a outra verdade é que está aí um assunto sobre o qual só conversamos com aquela amiga-irmã, sob a promessa de sigilo absoluto. E é justamente pensando naquelas pessoas que estão em busca de uma aventura anônima, que estão surgindo as redes sociais especializadas em quem quer arrumar um amante virtual - ou real.

O site "AshleyMadison", por exemplo, é um desses sites. A rede canadense existe há cerca de dez anos, já atua em vários países ao redor do mundo, e será lançada no Brasil em meados de agosto. "Fizemos pesquisas que destacou que os casos extraconjugais são comuns no Brasil", explica Jas Kaur, diretora de operações do AshleyMadison, que revela que 70% dos homens e mais de 55% de mulheres no país confessaram já ter traído pelo menos uma vez na vida - os números foram os maiores registrados em toda a América do Sul, e justificam a decisão de trazer o site para a web brasileira.

A representante do site "Second Love" - que já atua aqui no país - Anabela Santos, também vê esse lado "liberal" dos brasileiros como um fator chave para o sucesso. "Nunca duvidamos de que iria funcionar bem no Brasil", afirma ela. Com a garantia do tal sigilo absoluto, os sites dão aos usuários uma plataforma onde eles podem ter suas aventuras, sem serem descobertos. "Eu diria que criamos a plataforma perfeita para evitar esse problema. Você pode ser pego se tiver um caso no trabalho, ou em um site como o Facebook, mas não aqui", garante Noel Biderman, criador do AshleyMadison.

Noel também explicou que a idéia para criar o site surgiu há cerca de dez anos atrás. "Em 2001, logo depois do boom da internet, eu li um artigo que dizia que os namoros online nunca dariam certo porque cerca de 30% dos internautas já eram comprometidos na vida real, ou seja, eles estavam 'posando' como solteiros para conseguir o que queriam", conta ele, que é casado há oito anos e não hesita em dizer que, se um dia sentir necessidade, usaria a rede social. E Jas explica que quem usa essas redes novas não precisa mentir sobre o estado civil. "Oferecemos um local onde a pessoa que já está envolvida em um relacionamento fixo possa encontrar outras na mesma situação, que pensam igual à ela e querem ter um caso, e possa ser franca e clara sobre isso", diz ela.

Mas o que seria essa "necessidade"? Jas explica que para muitas pessoas, estar em um relacionamento não é o suficiente e que, às vezes, a "pulada de cerca" acaba salvando o namoro ou o casamento. Mas, apesar do slogan do AshleyMadison ser "A vida é curta. Curta um caso", Jas não considera que o site incentive a poligamia. "Os nossos serviços existem justamente para atender as pessoas que, por conta das circunstâncias em que vivem, decidiram seguir por esse caminho", diz. "Nós não inventamos a infidelidade. Só a aperfeiçoamos!", brinca a diretora.