Enquanto o sucesso em uma empreitada é bem mais doce do que a falha, um estudo da Universidade do Colorado aponta na direção inversa: os erros são muito mais eficientes para o aprendizado em longo prazo.
Vinit Desai, autor do estudo publicado no periódicoAcademy of Management Journal, observou empresas do ramo aeroespacial – onde a falha custa caro e é evitada ao máximo – para formular suas hipóteses.
Desai e Peter Madsen, outro pesquisador que contribuiu com o estudo, afirmam que essas organizações sociais não só aprendem mais com o fracasso do que com o sucesso, como também mantêm o conhecimento por mais tempo. Os pesquisadores afirmam ainda que o sucesso também pode ocorrer com os acertos, e o estudo não defende a falha como único modo de se aprender.

Quando uma companhia falha e procura as soluções para que isso não volte a acontecer, as pessoas envolvidas passam a trabalhar com um novo paradigma, que normalmente é mais aberto a novas ideias, aponta o pesquisador. As companhias aéreas, por exemplo, têm regras rígidas para segurança e que foram desenvolvidas após falhas monumentais. E isso diminuiu drasticamente o número de acidentes envolvendo aviões (o que não quer dizer que novos problemas apareçam e sejam usados para melhorar ainda mais os produtos e as organizações).
“A implicação mais significante de nosso estudo é que não se deve ignorar ou estigmatizar pessoas envolvidas com o fracasso. Ao contrário, é preciso desenvolver modos de aprender com essas oportunidades, encorajando a investigação do problema e tirando todas as informações disponíveis sobre o ocorrido”, finaliza.
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com informações da University of Colorado/Denver
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