A busca pelo parceiro ideal

By | segunda-feira, novembro 15, 2010 2 comments
Todo mundo sabe que não existe um ser humano perfeito. Cada um tem suas características, que podem ser admiradas ou não por outros.


A busca pelo parceiro ideal
Apesar disso, no inconsciente, continuamos criando a imagem do parceiro ideal e projetando-a nas pessoas com quem nos relacionamos. E, ao contrário do que muita gente pensa, essa projeção não é privilégio das mulheres. Os homens também fazem isso, mesmo com menos frequência. No geral, eles são mais práticos que as moças - que tendem a ser mais sonhadoras.
Na verdade, é normal buscar a idealização da pessoa amada, desde que não ultrapasse o limite entre o real e o imaginário. "Não há problema nenhum nisso, mas o indivíduo deve ter expectativas possíveis, dentro da realidade", aponta a psicóloga Leniza Castello Branco, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA).
O perigo de se esperar mais do que o outro pode oferecer é a frustração. "Quando conhecemos alguém e projetamos nosso parceiro ideal, ele aceita a projeção, porque não o conhecemos ainda, então podemos idealizar. Mas, aos poucos, as diferenças, que não são defeitos, aparecem de ambos os lados", explica a especialista. Então nos decepcionamos, pensando que o parceiro nos enganou, quando ele apenas foi visto por nós sem aquela máscara de perfeição que criamos.
Aliás, essa imagem idealizada é construída desde nosso primeiro contato com o sexo oposto, ainda na infância. Tanto que tomamos como referência os padrões familiares, como afirma Leniza. "Se houve uma boa relação com os pais, tentamos repetir o modelo; se não houve, podemos ir para o oposto."
Assim, uma mulher com um pai agressivo pode, dependendo do seu tipo de neurose, procurar um parceiro agressivo e tentar, de alguma forma, resolver o que ficou pendente. Ou ela pode buscar uma pessoa carinhosa e muito delicada, contrariando a experiência vivida na infância com o pai.
Resolver o dilema da idealização da pessoa amada é simples, mas não necessariamente fácil. O segredo é aceitar o outro com todas as suas características, sabendo que as diferenças dele em relação a nós não são defeitos. "Uma pessoa pode ser totalmente diferente e admirarmos nela o que não temos. Pode ter ideias diferentes, mas ter os mesmos ideais de formar uma família, ser bom caráter, inteligente, mas não gostar das mesmas músicas ou não ser um intelectual ou algo que desejamos. Porém, isso não vai atrapalhar", exemplifica a psicóloga.
Na prática, precisamos estar conscientes de que ninguém é melhor que ninguém e entender que a culpa por algo que não dá certo num relacionamento é sempre do casal em conjunto. Nos momentos de frustração, é comum jogarmos toda a responsabilidade no parceiro. No entanto, numa análise mais neutra, se aprende que temos sim uma parcela de culpa em tudo o que acontece.
Uma sugestão para essa análise é pensar: "É muito fácil culpar o parceiro, mas onde esta minha parcela de culpa?", orienta Leniza. A chave é "aceitar os próprios defeitos e não ver somente o defeito do parceiro. É simples assim", finaliza.
Por Priscilla Nery (MBPress)


2 comentários: Leave Your Comments

  1. Eu e meu primo sempre fomos mto próximos ,desde de criança ,qd chegou na adolescencia a gt começou a fikar ,as iniciativas sempre partiu dele mais eu sempre me rendo pq gosto dele só q eu tenho medo de me entregar completamente pra ele..poxa vai q acontece e ele nunca mais olha na minha cara...A gt fika desde dos meus treze anos,hj eu tenho 17 e ele 18,moramos em cidades diferentes mais sempre nos vemos qd tem alguma reunião de familia ,ai é qd bate aqela paixão ,a gt troca olhares ,fica meio sem jeito no começo, aii depois ,qd ficamos sozinhos passa...tenho medo de algum dia minha familia descobrir ou pior ,ver ele com outra pessoa ,to mto confusa naum sei o q fazer ....me ajudaaaaaaa.....

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  2. aproveite essas oportunidades de encontros de familia e abre o jogo com seu primo, boa sorte .

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