Irmãos gays tornou-se algo 'comum', segundo pesquisa realizada na Europa, Canadá, EUA e Brasil

By | quinta-feira, maio 19, 2011 Leave a Comment

Polêmica: Pesquisadores afirmam, que influências socias e também dos irmãos mais velhos podem interferir na orientação sexual dos irmãos mais novos. 

Irmãos gays tornou-se algo comum. Segundo pesquisas realizadas na Europa, nos Estados Unidos, Brasil e no Canadá, as chances de gêmeos univitelinos (gestados no mesmo óvulo) serem homossexuais são de 52%. Já com bivitelinos a probabilidade é menor, 22%.  Além da questão biológica, outros aspectos interferem na sexualidade. Nada foi comprovado, mas hipóteses são lançadas quanto a influências psicológicas e sociais. O que se pode afirmar com veemência, segundo estudos de Alan Sanders da Universidade de Northwestern, EUA, é que ao menos 40% da orientação sexual vêm dos genes.


Outra faceta importante é a possível influência dos irmãos mais velhos na orientação sexual dos mais novos. Estima-se que ter o irmão mais velho gay aumenta em 33% a possibilidade do menor ser gay.

Telma Queiroz, supervisora de uma rede de lojas, tem 21 anos é homossexual e seu irmão Ricardo Queiroz, de 24 anos, também é. Segundo Telma, ela contou aos pais sobre a orientação do irmão e depois assumiu sua condição. “Na verdade, eu falei dele e depois falei de mim”, comenta, dando risadas. A relação entre ambos é harmoniosa e divertida  “Nos damos muito bem, nós combinamos... Eu que o levei pela primeira vez em uma boate GLS”, diz.

Há muito companheirismo e afinidades entre irmãos gays. No caso dos irmãos Queiroz, ambos sentiram-se no mesmo barco ao se depararem com algo até pouco tempo tão mal visto pela sociedade, a condição de ser homossexual. Ricardo se abriu com a irmã, comentou sobre sua atração por meninos e encontrou nela um ombro amigo. Além de parentes, tornaram-se confidentes.

Os pais, inicialmente, ficaram tristes, mas com tempo, a condição dos filhos tornou-se normal e digna de consideração. Hoje, segundo Telma, há o respeito: “Meu pai, no início, fazia de conta que não sabia de nada... Agora ele sabe, entende e não demonstra nenhum preconceito”, comenta.

Os irmãos Pedro, 19, e Fábio, 17, (nomes fictícios) são gays assumidos e amigos eternos. Freqüentam as boates juntos e muitas vezes brigam pelo mesmo homem. Segundo Fábio, a relação entre ambos é gostosa e divertida “brincamos, brigamos, somos como irmãos héteros com uma única diferença: curtimos homens.”, comenta.

Nenhum dado comprova que irmãos gays são mais amigos que héteros, mas graças às conversas realizadas com eles, foi possível perceber uma interação maior e uma total aceitação da condição. Segundo os irmãos, se fosse possível optar, escolheriam ser gay “Nos sentimos melhor nesse meio... sabendo que podemos contar um com o outro”, diz. A parceria também é útil na hora de encarar o preconceito em família. Além de um aliado, os pais entendem que há necessidade de adaptação e respeito, já que a união faz a força.

com informações da Universidade  de Northwesters, EUA  

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