A mídia pode interferir nas escolhas sexuais?

By | terça-feira, outubro 25, 2011 Leave a Comment

A bissexualidade está na mídia
Atualmente sabemos muito mais sobre a bissexualidade, o que pode dar a falsa impressão de aumento no número de casos. Para os especialistas, não existe esta intensificação no número de casos. O que existe é maior recorrência sobre o tema. "O que ocorre é que estamos falando mais sobre o assunto, desta forma há mais experimentação das possibilidades sexuais e aparente aumento da homossexualidade e bissexualidade", pondera a terapeuta Franciele Minotto. As pessoas têm exteriorizado mais esta condição também porque a mídia tem mostrado mais. "Tudo que é explorado pela mídia torna-se algo valoroso, perdendo os ares de marginalização, permitindo maior aceitação social e mesmo individual", explica.
Na medida em que aparecem casos na mídia de pessoas famosas que são bissexuais, ser flex já não causa tanto espanto. Mais pessoas vão criando coragem e assumindo a nova orientação sexual, pelo menos entre amigos e familiares. A cantora Ana Carolina e a atriz Cláudia Jimenez já afirmaram suas preferências. O vozeirão de Ana disse para quem quisesse ouvir a sua condição bissexual, já Cláudia engatou um namoro heterossexual, depois de dez anos de relacionamento com a personal trainer Stella Torreão.
Rodrigo Rosistolato concorda. "A sociedade contemporânea tem valorizado a livre expressão de identidades sexuais, o que faz com que as pessoas estejam mais seguras para declararem publicamente sua opção sexual. Por isso, em alguns casos, a sociedade tem a impressão de estar percebendo um aumento da pluralidade de performances sexuais. O que ocorre, de fato, é a ampliação da visibilidade de performances sexuais que, até pouco tempo, eram mantidas invisíveis", afirma o sociólogo.
Segundo um estudo realizado pela Universidade de Utah, a bissexualidade entre as mulheres não é uma fase transitória. A pesquisa, dirigida por Lisa Diamond e publicada pela revista "Developmental Psychology", da Associação de Psicologia dos Estados Unidos no início de 2008, acompanhou 79 mulheres não heterossexuais durante dez anos. De acordo com Lisa, as mulheres continuam sentindo-se atraídas por ambos os sexos ao longo do tempo e mesmo as que se rotulam como lésbicas freqüentemente se sentem atraídas por homens. Dessa forma, a autora do estudo concluiu que a pesquisa sobre orientações sexuais avançou significativamente nos últimos 20 anos, mas que a bissexualidade ainda é muito mal investigada.
com informações Developmental Psychology

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