Conflitos no trabalho e na família: o jogo de empurra

By | terça-feira, junho 28, 2011 Leave a Comment

QUANDO HÁ CONFLITO ENTRE O AMBIENTE PROFISSIONAL E FAMILIAR, QUEM É O CULPADO: O TRABALHO, A FAMÍLIA OU AMBOS? E QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DESSA ESCOLHA DE CULPADOS?
Um estudo realizado por Elizabeth Poposky, pesquisadora da Universidade de Purdue, EUA, analisou entrevistas feitas no dia a dia de indivíduos com problemas em conciliar suas vidas profissionais e familiares e analisou como eles lidavam com esses problemas, ou, mais especificamente, quem eles culpavam pelo conflito instaurado.
Em números gerais, apenas 3% dos entrevistados – de ambos os sexos, casados, com nível superior de educação, idade média de 43 anos e trabalhando 45 horas semanais, aproximadamente – diziam que tanto a família quanto o trabalho eram responsáveis por todos os conflitos em suas vidas. Aproximadamente 64% culparam apenas o trabalho e 22% indicaram a família como a fonte dos problemas e conflitos em suas vidas.
Outros 5% culparam fatores externos a esses cenários como os realmente culpados pelo conflito percebido por eles, e aproximadamente 6% se achavam os únicos culpados pelos problemas enfrentados em suas vidas. É interessante observar que os indivíduos que atribuíam o conflito em suas vidas a fatores externos ou que indicavam a si próprios como os culpados tinham mais episódios de raiva e frustração após uma briga.
No caso do antagonismo entre família e trabalho, Poposky observou que a ordem dos eventos era importante para que os indivíduos definissem a culpa. Normalmente após uma série de conflitos (uma briga no trabalho seguida de uma discussão familiar, por exemplo) o segundo era sentido como sendo mais intenso e, portanto, como foco dos outros conflitos.
“Há muitos conflitos sobre esse tópico dos conflitos profissional/familiares, e o que se vê, normalmente, é que o foco é apenas um dos ambientes. Nossa pesquisa procurou saber como se dá a dinâmica da reação aos incidentes de conflito”, diz a pesquisadora. “Com isso, talvez consigamos entender melhor os mecanismos de conflito e os processos envolvidos. Isso pode diminuir os sentimentos de raiva, frustração, vergonha e culpa envolvida nessas duas áreas da vida que são percebidas como antagônicas”, finaliza.
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com informação da Purdue University/Indianapolis School of Science

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